Zuckerberg nega que Facebook tenha priorizado lucro em vez de segurança

Mais uma da série: treta do Facebook
zuckerberg

Em meio ao momento caótico pelo qual o Facebook está passando causado pela queda temporária de suas redes sociais (Instagram, Facebook e WhatsApp) recentemente, Mark Zuckerberg publicou um texto dizendo que a empresa não prioriza lucro em detrimento da segurança dos usuários.

Dentre outras afirmações contidas na publicação, ele reforça que é ilógico afirmar que o Facebook dê mais impulso a conteúdos que geram polarização política e social para aumentar o engajamento.

A publicação, que era direcionada aos funcionários, fala a respeito de pesquisas internas que indicam danos que o Instagram causaria à saúde mental de adolescentes foram retiradas de contexto, segundo Mark, como se a empresa não se importasse com isso – o que não é verdade, de acordo com ele.

Essas pesquisas internas foram obtidas pelo Wall Street Journal. Além da questão dos danos ao bem-estar de adolescentes – principalmente meninas -, a pesquisa também indica que a empresa não alterou algoritmos que favoreciam a propagação das famosas “fake news”.

 “Ganhamos dinheiro através de publicidade, e os anunciantes têm nos dito de forma constante que não querem seus anúncios próximos de conteúdos prejudiciais ou raivosos”, afirmou Zuckerberg.

Ele ainda defende que o Congresso atualize a regulamentação quanto a plataformas de internet, para que assim a segurança dos usuários seja maior – especialmente crianças e adolescentes.

Nesse contexto, no entanto, Mark se posiciona preocupado com os “incentivos que estão sendo criados” com a divulgação dos documentos, já que, em suas palavras:

“se atacarmos organizações que se esforçam para estudar seu impacto no mundo, estaremos efetivamente mandando a mensagem de que é mais seguro não olhar para esse impacto, caso você encontre algo que poderia ser usado contra você”.

Adm

Achou que o problema era só a instabilidade das redes?

Inscreva-se na nossa newsletter!