Startup brasileira VTEX deve levantar mais de US$ 320 milhões em IPO

E a busca por IPO nos EUA não para! O unicórnio do e-commerce quer abrir capital em Nova York
Escritório da VTEX, com logo da empresa e funcionários trabalhando

A startup de e-commerce brasileira VTEX anunciou, na última segunda-feira (12), sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A abertura de capital, prevista para ocorrer na bolsa de valores de Nova York, deve levantar mais de US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,65 bilhão, na cotação atual) para a empresa.

Conforme a nota oficial divulgada pela empresa, a oferta contará com 19 milhões de ações ordinárias classe A, com faixa de preço estimada entre US$ 15 e US$ 17 cada. Dessa forma, ao considerar o valor máximo, o IPO pode atingir US$ 323 milhões.

Entre estes ativos, cerca de 5,1 milhões serão vendidos por atuais investidores da empresa, que atualmente possui o SoftBank, a Riverwood Capital, a Gávea Investimentos e a Tiger Global como alguns de seus acionistas. Além destas vendas, a companhia anunciou a oferta de uma opção de 30 dias para a compra adicional de mais 2,85 milhões de ações.

Adm Explica

As opções de ações consistem em contratos que dão o direito da compra ou venda de uma ação por um preço e data previamente estabelecidos. Estas operações fazem parte do mercado de derivativos, visto que são derivadas das ações.

A oferta, que ainda não possui data para ocorrer, será coordenada por JPMorgan, Goldman Sachs e BofA Securities. Além disso, de acordo com a startup, KeyBanc Capital Markets, Morgan Stanley e Itaú BBA atuarão como gestores conjuntos. Os papéis deverão ser negociados sob o código “VTEX”.

Mas por que abrir capital nos EUA?

A VTEX não é a primeira startup unicórnio brasileira, como são chamadas as empresas com valor de mercado de ao menos US$ 1 bilhão, a optar por ingressar na bolsa de valores norte-americana. 

Atualmente, outras empresas brasileiras que se encaixam nesta denominação, como o Nubank, a Hotmart e a Ebanx, por exemplo, também estão planejando abrir capital nos Estados Unidos. Antes disso, PagSeguro e Stone foram algumas das companhias que já estrearam no mercado de ações estadunidense.

Na prática, a abertura de capital nos EUA pode ser interessante por uma série de fatores, incluindo o acesso global a mais investidores e a entrada em um mercado acionário mais consolidado em relação ao cenário nacional. Isso porque cerca de 55% da população norte-americana investe em ações, enquanto o número é de apenas 3% no Brasil.

Além disso, expor parte do patrimônio ao dólar também é uma das vantagens. Afinal, a moeda norte-americana é uma das mais fortes do planeta, o que pode contribuir para tornar as empresas mais sólidas.

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