Rappi pede ao CADE fim de contratos exclusivos do Ifood

Concorrente detém 80% do mercado
entregadores da Rappi

Rappi versus Ifood no ‘mano a mano’, quem ganha? Rappi protocolou hoje uma petição para o fim de contratos já existentes do Ifood com redes de restaurantes. Atualmente a concorrente detém 80% do mercado de delivery. 

Rappi perdeu a linha? 

A startup de entregas decidiu descer das tamancas e chamar o Ifood para o combate. E a Rappi recorreu ao Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica para mexer nas regras e tirar o salto alto da concorrente. 

Isso porque em março do ano passado a Superintendência Geral, SG, do Conselho, baixou o decreto: “Acabou o contrato de exclusividade nessa bagaça”, os aplicativos de entregas não poderão mais fechar contrato que excluem os serviços de outras empresas de delivery. 

Contudo, essa decisão vale apenas para novos contratos, ou seja, os acordos de exclusividade que já tinham sido assinados entre o Ifood e os restaurantes continuam valendo. 

Aí não adianta muito, não é, papai? 

E o que a Rappi está querendo? 

A empresa quer rasgar esses contratos em vários pedacinhos e zerar o jogo. Assim, esses acordos já existentes de exclusividade deixariam de existir, o que permitirá que restaurantes possam entregar sua comida através de outras empresas, além do Ifood. 

Barraqueira, ela. 

Além disso, a plataforma ainda pede que as multas por quebra de contrato sejam suspensas, já que boa parte dos documentos preveem uma multa para quem encerrar o acordo antes do tempo previsto. 

Isso poderia permitir que os restaurantes chamassem os concorrentes da toda top, Ifood, para fazer suas entregas, sem que para isso tenham que arcar com a miserável multa por quebra de exclusividade. 

Rappi quer beber o sangue da rival com limão. 

E isso para o cliente é bom?

A princípio, todas as brigas de cachorros grandes quem ganha é o consumidor. A disputa entre empresas, por mais quentes que sejam, trazem melhorias nos serviços prestados. 

Ademais, nem é preciso falar do preço. Com mais concorrentes oferecendo um mesmo produto, menores custos serão aplicados. E já que os serviços ficam um pouco mais baratos, a demanda por eles aumenta. 

Então, com mais gente consumindo, mais economia sendo gerada. É o ciclo da riqueza do qual todos querem fazer parte. 

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