Petrobrás levanta R$ 11,36 bilhões com venda da BR Distribuidora

Disputada, o preço das de ações fechou a R$ 26,00 por ação na oferta secundária.
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Na noite de ontem (30), a Petrobrás anunciou que foi aprovado um preço de R$ 26 por ação para as ações da BR Distribuidora. O total movimentado foi R$ 11,358 bilhões nesta oferta pública de distribuição secundária de ações.

Vale lembrar: oferta secundária significa a venda de ações já existentes. E essa foi uma das maiores operações envolvendo oferta secundária no Brasil!

O número da demanda pelo preço estipulado de 26 reais chegou a surpreender a galera envolvida e a atrair ordens de 120 fundos de investimentos locais e estrangeiros, alguns chegando a fazer pedidos individuais de R$ 500 milhões. 

Os papéis da BR Distribuidora, que antes pertenciam à Petrobrás, passarão a pertencer a fundos de longo prazo e outros investidores. A participação de 37,5% foi vendida em sua totalidade.

Segundo um comunicado da empresa,

"O percentual das ações a serem ofertadas pela Petrobras no âmbito da Oferta será de 37,5% do capital social da Companhia, que corresponde à totalidade da participação atualmente detida pela Petrobras na companhia".

A BR Distribuidora (BRDT3) lucra com a venda de combustíveis e lubrificantes, sendo que alguns de seus principais produtos são gasolina, diesel, etanol e óleo combustível. Ela foi privatizada há quase 2 anos por meio de uma oferta de ações da Petrobrás, levantando R$ 9,6 bilhões. 

Esta, de acordo com a Bloomberg, é a maior venda de ações da América Latina no ano e pode ser comparada às ofertas de Rede D’Or (2020), BB Seguridade (2013) e Banco do Brasil (2010), em reais.

A partir de sexta-feira (2), as novas ações serão negociadas na B3, sendo que a liquidação ocorrerá no dia 5 de julho, na semana que vem.

De acordo com a Petrobrás, a saída da participação faz parte da estratégia da empresa para reduzir a dívida e focar nas atividades de exploração e produção de petróleo em águas profundas, assim como o pré-sal.

Em comunicado, afirmam:

"Esta operação visa a otimização do portfólio e a melhoria de alocação do capital da Petrobras e está alinhada ao seu posicionamento estratégico de sair dos negócios de distribuição e focar seus investimentos em refino de classe mundial e em ativos de produção e exploração em águas profundas e ultraprofundas, onde a companhia tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos".

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