Magazine Luiza tem uma queda de 30% nos seus lucros

A grande causa dos resultados ruins da empresa foi a queda nas vendas do varejo físico
Foto da fachada de uma loja física da Magazine Luiza

Pelo visto não há mais vantagens em ser a próxima Magazine Luiza, principalmente depois dos resultados do terceiro trimestre deste ano. 

Isso tudo porque nesta quinta-feira (11), a gigante do varejo brasileiro apresentou os seus demonstrativos financeiros e não foram muito animadores no último trimestre. 

O lucro líquido da empresa foi de R$ 143,5 milhões, o que representa uma queda de 30% comparado com o terceiro trimestre de 2020. Ao olhar o lucro líquido recorrente a queda é ainda maior, de 89,5% totalizando R$ 22,6 milhões. 

EBITDA

O lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação somaram R$ 134,8 milhões, uma queda de 75% comparado com o mesmo período do ano passado. Já a margem EBITDA saiu de 6,8% em 2020 para 4,1% em 2021.

Lucro bruto

Pelo crescimento de 5,8% do custo total, o lucro bruto acabou sendo impactado negativamente, chegando a R$ 2,13 bilhões, uma queda de 2,3% comparado com o penúltimo trimestre do ano passado.

Receita líquida

Já uma das primeiras linhas do demonstrativo, a receita líquida, ficou em R$ 8,61 bilhões, mostrando um leve crescimento de 3,6% comparado com o terceiro trimestre de 2020. 

Motivos 

Segundo Frederico Trajano, presidente da empresa, o fim da segunda onda do Covid-19 trouxe um cenário mais difícil para o setor, principalmente pela queda de 8% das vendas das lojas físicas comparado com 2020. 

Essa queda impactou bastante o resultado da Magalu porque apesar do e-commerce ser bem forte, o varejo físico ainda é a maior fonte de receita para a empresa. 

A queda das vendas deve-se ao público-alvo atingido. Geralmente quem vai atrás do comércio físico são as classes mais baixas, que são as primeiras a sentirem as consequências da inflação. 

A intenção da Magazine Luiza é desenvolver cada vez mais o ambiente online para poder se tornar cada vez mais resilientes a quaisquer cenários econômicos. 

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