LVMH, dona da Louis Vuitton ainda acredita que o futuro do varejo é físico

O diretor financeiro da empresa afirma que a experiência na loja ainda é essencial para os consumidores.
Fachada da Loja da Tiffany & Co.

A gigante de luxo LVMH é dona da Louis Vuitton, Dior, Sephora, Benefit Cosmetics, entre várias outras, além de ser, em 2020, a 9ª marca mais valiosa do mundo, ficando acima de outras gigantes como Nike, Intel e McDonald’s.

E não é só isso, vai vendo…

Bernard Arnault, presidente e diretor executivo da LVMH, e sua família, estão, atualmente em segundo no ranking de mais ricos do mundo, atrás apenas de Jeff Bezos, mas os dois ficam mudando de posição com frequência.

💎 O que disse a LVMH?

Segundo o diretor financeiro da empresa, Jean Jacques Guiony, em entrevista para a CNBC:

“Nós vemos o futuro de duas formas: sendo principalmente lojas de varejo, porque a experiência do cliente em uma loja de varejo não pode ser correspondida facilmente online. Até hoje, quero dizer, ninguém encontrou o tipo de fórmula milagrosa que permitiria aos clientes desfrutarem tanto online”

disse Guiony.

“O segundo ponto é também enriquecer essa experiência com conteúdo online”.

Jean Jacques Guion

A empresa vê a oferta online como apenas “um complemento da experiência física”. Segundo Guiony, a maioria dos consumidores que vão às lojas já até viram os produtos no site, mas ainda precisam dessa experiência física.

🔢 Vamos aos números…

A marca sofreu com as restrições da pandemia e proibições de viagens internacionais, com queda de 17% nas suas fontes de receita no ano de 2020.

Porém, desde o começo deste ano (2021), as ações da empresa já subiram um pouco mais de 30%, com mais positividade no mercado.

🧭 Por que é importante, Adm?

A marca não chegou entre as mais valiosas do mundo por sorte. Se a aposta do diretor financeiro ainda é em lojas físicas, temos que ao menos considerar a possibilidade desse mercado não estar saturado, pelo contrário, talvez.

E não é só a LVMH que está investindo no mundo físico. Temos até gigantes de tecnologia como Google abrindo loja física.

Aqui no Brasil também, a Descomplica, plataforma de educação online, comprou a UniAmérica, centro universitário do Paraná, como parte de sua expansão para o mundo físico na educação, indo contra todas as “tendências” da educação.

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