Jeff Bezos ganha mais de US$ 10 bilhões após deixar Amazon

A alta das ações da Amazon impulsionou ainda mais a fortuna de Bezos
Jeff Bezos ao lado de logo da Amazon

Se alguém ainda estava preocupado sobre como seria o futuro de Jeff Bezos após deixar a chefia da Amazon, já é possível considerar que o patrimônio do bilionário está bem protegido. Na primeira semana após sair do cargo de CEO, a fortuna do executivo aumentou em US$ 10,6 bilhões, de acordo com a Forbes. 

Como mostramos aqui, Bezos deixou o comando da Amazon na última segunda-feira (5), após 27 anos. Ao longo da semana, as ações da companhia acumularam alta de mais de 5,9%. A variação positiva foi responsável por impulsionar ainda mais a fortuna do homem mais rico do mundo, agora avaliada em US$ 212,4 bilhões.

Os papéis da Amazon, negociados na Nasdaq com o código AMZN, registraram um avanço bastante superior aos índices acionários norte-americanos, que operaram em leve alta na última semana. A Nasdaq subiu apenas 0,42% no período, enquanto o S&P 500 e a Dow Jones avançaram apenas 0,4% e 0,2%, respectivamente, entre os dias 6 e 9 de julho.

O que impulsionou a alta das ações da Amazon?

A troca de CEO não é a única notícia que movimentou os investidores da Amazon na última semana. Na terça-feira (6), o Departamento de Defesa dos Estados Unidos cancelou seu projeto de computação em nuvem que havia sido firmado com a Microsoft. 

O serviço de Infraestrutura de Defesa Corporativa Conjunta (Jedi, na sigla em inglês), como é denominado, é avaliado em US$ 10 bilhões e foi anunciado em 2019, durante a gestão de Donald Trump. 

Na ocasião, o Pentágono determinou que somente a Microsoft e a Amazon possuíam tecnologias capazes de atender as demandas do departamento. A empresa de Bill Gates foi, então, considerada a melhor opção.

Depois da decisão, a Amazon iniciou uma disputa judicial para pedir que o contrato entre a Microsoft e o Pentágono fosse interrompido. Isso porque, segundo a empresa, Trump havia aplicado uma pressão indevida para prejudicá-la.

Dois anos depois, a companhia fundada por Bezos está de volta à disputa. O atual governo norte-americano entendeu que outros provedores de computação em nuvem também estão capacitados e afirmou que fará contato com estas empresas, incluindo a Oracle, a IBM e o Google. Além disso, o Pentágono pedirá novas propostas para a Amazon e à Microsoft.

Por outro lado, a notícia não foi bem vista por investidores da companhia de Bill Gates. Os papéis da Microsoft, negociados com o ticker MSFT na Nasdaq, caíram mais de 1% depois do anúncio.

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