Itaú recebe autorização do Banco Central para comprar 11,38% da XP

A aquisição autorizada hoje já estava prevista em um contrato assinado em 2017
Itaú recebe autorização do Banco Central para comprar 11,38% da XP

O Banco Central autorizou o Itaú Unibanco a comprar 11,38% do capital social da XP Inc. A empresa brasileira de investimentos é listada na Nasdaq, bolsa de valores dos Estados Unidos.

A operação deve ser concluída em 2022, após a divulgação das demonstrações financeiras da XP referentes ao ano de 2021. 

Mas o Itaú não tinha desfeito a participação na XP?

Se você não se lembra dessa história, vamos voltar para maio de 2017, quando o Itaú anunciou a intenção de adquirir o controle da XP Investimentos. Na época, o banco fechou a compra de 49,9% da corretora em um contrato que previa o aumento da participação para 75% até 2022.

O contrato previa uma nova compra de 12,5% das ações da gestora de investimentos pelo Itaú em 2020 e uma outra aquisição da mesma porcentagem em 2022. Neste meio tempo, a participação de 49,9% adquirida inicialmente foi diluída para 46% após o IPO da XP, que ocorreu em novembro de 2019.

A grande questão, no entanto, é que o Banco Central não autorizou que o banco continuasse aumentando sua participação na XP para assumir o controle da instituição financeira. Este foi um dos principais motivos que contribuíram para que o casamento entre a XP e o Itaú chegasse ao fim.

Neste ano, o Itaú transferiu sua participação na XP para uma nova empresa, denominada XPart. No mês passado, a fusão entre a XP e a XPart foi autorizada, o que colocou um ponto final a essa negociação.

Então, por que o Itaú aceitou comprar uma nova participação na XP?

A compra de 11,38% ainda faz parte do contrato assinado lá em 2017. A porcentagem é o valor restante que ainda precisava ser adquirido antes de o Banco Central interromper a negociação.

Desta vez, a operação foi aprovada pois não há mais riscos de que o Itaú se torne controlador da XP, já que o banco se desfez da participação que possuía. Assim, a aquisição agora é vista pelo Itaú somente como uma forma de investimento na corretora, o que pode ser visto com bons olhos pelos investidores.

Inscreva-se na nossa newsletter!