Governo brasileiro negocia fábrica da Samsung no país

O plano com a Coreia do Sul é para que a unidade abasteça América Latina, Europa e África com chips e semicondutores
Fachada de sede da Samsung, simbolizando negócios com o governo brasileiro

Depois de recusar proposta de investimentos da Intel em 2008, agora o governo brasileiro se oferece para abrigar a sul-coreana Samsung em sua produção no país.

Governo brasileiro e Samsung in love

O governo do Brasil e da Coréia do Sul sentaram na mesa para acordar a vinda de uma super fábrica da Samsung para o Brasil. De acordo com o memorando firmado entre os países, a ideia é que a unidade produza chips e semicondutores por aqui.

Desta forma, com a iniciativa, além de abastecer o país, a fábrica serviria países da América Latina, Europa e África. Nesse sentido, como declarou o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o Brasil poderia se tornar um novo ponto estratégico para o mundo.

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Por que chips importam?

Atualmente, grandes setores da economia global são dependentes de microchips e semicondutores. Para se ter noção, desde games e eletrônicos, passando pela indústria automobilística e de aviação, e chegando até em armas, os itens têm seu papel chave.

No entanto, no cenário atual, os estratégicos produtos precisam carregar uma pedra do tamanho da China no sapato. Isto porque, o mercado hoje é intensamente dependente da produção em Taiwan, que é um potência isolada na produção de chips e semicondutores.

Desta forma, diante das tensões envolvendo China, EUA e a ilha na costa chinesa, o mundo vive uma eterna corda bamba neste setor. Por isso, como avaliou o ministro Faria, o Brasil pode entrar no jogo, fornecendo uma baita alternativa para aliviar a produção mundial.

Como o Brasil atrai a iniciativa?

Além da possibilidade de se tornar referência no assunto, com a chegada do 5G, o país pressiona ainda mais a demanda dos itens. Ou seja, com o histórico de ser um monstro consumidor, o Brasil desponta como destino bastante convidativo para a fábrica.

Apesar de ainda não ter estado de destino, o governo brasileiro garantiu que incentivos fiscais já estariam no radar para favorecer a iniciativa. Agora, cabe a intermediação da Coreia do Sul para trazer a gigante global para solo brazuca.

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