Energia solar se torna a terceira maior da matriz brasileira

Pela primeira vez no país, a geração de energia a partir do Sol ultrapassou as termelétricas
Imagem de painéis solares, simbolizando a energia solar

Mesmo com capacidade de geração distante dos 150 gigawatts das hidrelétricas, os, agora,16,4 GW da energia solar colocam luz sobre um futuro ainda mais limpo.

Vai um bronzeador aí?

Ontem (19), a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) informou que o setor que representa se tornou o terceiro maior do país em energia. De acordo com o levantamento, a geração de energia a partir do Sol, agora, só fica atrás das hidroelétricas e da fonte eólica.

Contudo, para atingir o Top 3 pela primeira vez na história, a energia solar precisou destronar outra grande e tradicional concorrente. Desta vez, foi a geração de energia das termelétricas a gás natural e biomassa as que perderam os seus lugares, ficando para trás.

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Como anda o setor?

Inegavelmente, o mundo passa por um momento de virada de chave quando se trata de abastecimento energético. Por exemplo, lá na Europa, a interrupção de gás russo, preocupa ao ponto da Comissão Europeia, nesta semana, prever, inclusive, queda de 1,5% no PIB por isso.

Por outro lado, aqui no Brasil, apesar de possuirmos uma matriz relativamente limpa, com as hidrelétricas responsáveis por 53,2% da geração, o futuro preocupa. Isto porque as fontes hídricas continuarão a requerer grandes áreas, o que pode tornar-se inviável lá na frente.

Desta forma, agora representando 8,1% da geração total, a energia solar promete ser aliada de uma matriz mais barata. Inclusive, segundo a Absolar, tendo um custo até 10 vezes menor quando comparada à energia importada dos países vizinhos.

Energia solar: Investimentos de bilhões

De acordo com a entidade do setor, a energia solar movimentou desde 2012 mais de R$ 86 bilhões em investimentos no Brasil. No entanto, em virtude da demanda energética por aqui estar crescendo além da oferta, parece que muitos outros bilhões precisarão entrar em jogo.

Apesar de promissora, cabe atenção, já que, em se tratando de Brasil, investimentos altos e de longo prazo esbarram na burocracia e instabilidade do país. Mas o Adm continua esperançoso, aguardando o dia em que vai poder pilotar seu chevette elétrico à vontade.

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