Carros Elétricos e a dificuldade de implantação no Brasil

Um estudo do Boston Consulting Group mostra que, no Brasil, os carros elétricos ou híbridos devem representar menos de 10% das vendas até 2030.
Elon Musk de terno, com carros vermelho da Tesla atrás

O mercado automobilístico está passando por grandes inovações, diversos países já estão adotando os carros elétricos como a alternativa mais ‘limpa’ para a mobilidade e o setor de transportes, pensando na redução das emissões de gases, conforme estabelecido no acordo de Paris.

No Brasil, contudo, essa realidade parece estar um pouco mais distante, como diz o adm, o brasileiro não tem um dia de paz…

A previsão é que, em 20 anos, metade dos carros vendidos no mundo não irá queimar nenhum tipo de combustível. 

Enquanto em países como Noruega, Alemanha (as vendas de veículos híbridos aumentaram 342% em 2020) e Índia querem acabar com combustíveis fósseis até 2030, o Brasil recebe esses veículos com uma faixa de preço que não compete com os modelos populares à combustão interna.

“O custo de abastecer um veículo elétrico é cerca de quatro vezes menor em relação a um modelo a gasolina por quilômetro rodado”

diretor-executivo da Electricus, especializada em estrutura de recarga, Evandro Mendes.

“Mas adm, por que essa realidade está tão distante do mercado brasileiro?”

Como citado anteriormente, devido ao alto custo de fabricação, valores associados à logística e importação, somado à falta de infraestrutura e, como principal problema (além do preço rs), temos a incógnita com relação à manutenção e abastecimento desses veículos (hoje, as estações públicas de recarga disponíveis no Brasil são, em sua maioria, patrocinadas pelas montadoras).

Além disso, o fechamento das fábricas da Ford ocorrido em janeiro reforça que o processo de desindustrialização brasileiro segue na contramão do mundo.

Mas, falando no contexto mundial, o ano passado terminou com 3,1 milhões de veículos 100% elétricos vendidos no mundo e, segundo o portal de pesquisas Statista, 4,2% de todos os emplacamentos de veículos leves foram desse tipo.

“O sistema tributário brasileiro inibe a exportação, há receio de se fazer investimentos devido à alta carga tributária e burocracia. A limitação não é a empresa, é o país”.

presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes. 

“Mas e aí adm, qual a alternativa do Brasil?

Para o Brasil, as alternativas mais viáveis hoje envolvem o etanol conciliado a sistemas híbridos (a Toyota foi a primeira a colocar essa combinação em prática, com a atual linha Corolla).

O uso da eletricidade conciliada a um combustível de origem vegetal ajuda a equilibrar a conta das emissões, mas é uma solução local.

Será que os dias de glória chegarão para o brasileiro um dia?

Gráfico sobre a participação de veículos elétricas nas vendas de veículos auais por segmentos

E que atire a primeira pedra quem pensa em carros elétricos e não vem a marca Tesla na cabeça de primeira…. empresa que não atua no Brasil e nem é a maior fabricante de carros elétricos do mundo, mas se tornou referência quando o assunto é eletromobilidade graças a produtos inovadores.

E como ficam os motoristas de aplicativo? O custo total de posse dos carros elétricos deve ficar mais atrativo, principalmente para proprietários que percorrem altas quilometragens de maneira recorrente, úberes e taxistas, por exemplo.

Ou seja, mercados onde a penetração de ride hailing for elevada tendem a se converter em regiões promissoras para adoção mais acelerada de veículos elétricos.

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