Brasil ganha sua primeira fábrica de hidrogênio verde

Com o investimento inicial de mais de meio bilhão de reais na Bahia, o país busca acessar um mercado trilionário
Imagem de fábrica de hidrogênio verde

Sendo três vezes mais eficiente do que a gasolina, o hidrogênio verde chega no Brasil para dar esperanças de um futuro mais limpo. Será que vamos saber usar a oportunidade?

Hidrogênio e dendê

Ontem (27), a Unigel, multinacional brasileira do ramo petroquímico, anunciou oficialmente em evento na Bahia a primeira fábrica de hidrogênio verde do país. De acordo com a empresa, o investimento inicial será de US$ 120 milhões.

O empreendimento está sendo construído no polo industrial de Camaçari (BA), e contará com novos investimentos nos próximos anos. Contudo, a previsão é de que a fábrica já esteja operacional até o final de 2023, produzindo toneladas do tal “hidrogênio verde”.

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Mas o que é hidrogênio verde?

Primeiramente, vamos simplificar dizendo que esse é um produto produzido a partir da água. Sem entrar em muitos detalhes, a separação dos elementos acontece através de um processo chamado eletrólise, que depende da utilização de energia elétrica para ocorrer.

Desta forma, ao extrair o hidrogênio da água, o produto pode ser armazenado e utilizado novamente como fonte para geração de energia elétrica. Nesse sentido, os transportes são alvo fácil da tecnologia, possibilitando repensar, inclusive, a utilização de combustíveis fósseis.

No entanto, hoje, o hidrogênio já é extraído utilizando gás natural e carvão, o que “suja” o esquema. E daí surge a alternativa verde. Ao usar como fonte para a extração do hidrogênio energias renováveis, o processo torna-se inteiramente sustentável.

E qual o potencial?

Portanto, para ganhar o selo verde, a nova fábrica da Unigel fechou um contrato de 20 anos por R$ 1 bilhão com a Casa dos Ventos, para fornecimento de energia eólica. Nesse sentido, os montante envolvidos já nos dão indícios do potencial do mercado de hidrogênio verde.

De acordo com o Goldman Sachs, no mundo, o setor deve movimentar até 2050 cerca de US$ 12 trilhões. Portanto, continuar à frente da onda pode ser um diferencial para o Brasil, consolidando-o como uma potência energética global. Claro, se a burocracia permitir…

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