Bancos brasileiros miram no público gamer

Pelo menos essa é a estratégia para entrar no bilionário Reino Real dos Games
Imagem do Free Fire, simbolizando bancos brasileiros que miram no público gamer

O ADM ficou chateado em ter que interromper a partida de Free Fire para escrever a notícia, mas é por uma boa causa: os bancos querem dar um belo de um suporte ao público gamer.

Já estou no Discord, disse o banco

Sim caro amigo do ADM, em meio a tantas notícias sobre Selic, Petrobrás, quedas na bolsa e nas criptomoedas, agora está sendo entregue um alívio para quem curte jogos. Aqui no Brasil, os bancos já configuraram a mira laser para o bolso do público gamer.

A estratégia dos bancos acontece em virtude do mercado de jogos por aqui já movimentar ao ano, incríveis US$ 2,5 bilhões. No entanto, as expectativas é de que a cifra continue crescendo nos próximos anos.

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No total, o mundo, neste ano de 2022, já soma cerca de 3,1 bilhões de jogadores, movimentando mais de US$ 200 bilhões. Segundo a Newzoo, que é a plataforma responsável pelos dados, até o final de 2024, o número de gamers deve aumentar 12%.

Aqui no Brasil, aqueles que vão para o discord enquanto limpam a sujeira do teclado, já representam um grupo de 92,4 milhões, no qual o ADM seguramente é um dos piores. Com o número, o país se encontra na 10ª posição global, e é isso que tem atraído bancos daqui.

Bancos e público gamer. Dá match?

Na prática, nenhum banco vai entrar na sua guilda, que são as equipes nos jogos. No entanto, o foco é atrair o público ao criar, por exemplo, linhas de crédito específicas para jogadores montarem suas estações de jogos em casa, como fez o Santander.

O Itaú, por outro lado, foi além e criou o Player’s Game, um banco virtual focado no público jovem, que, além das funcionalidades comuns de um banco digital, oferece avatares personalizáveis aos clientes e faz atendimento até pelo discord.

Além das linhas de crédito para a montagem daquele “setup” monstro e cheio de luzes, os cashbacks também estão comendo no centro. Nesse sentido, o consórcio do Banco do Brasil aumentou o prazo de pagamento para até 48 meses na compra de itens para jogos.

E aí, será que em meio à crise está valendo à pena investir em um upgrade.

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