Uber dispara na bolsa após ficar no verde pela primeira vez

Com o seu primeiro fluxo de caixa positivo desde a fundação, as ações da bigtech já superam 20% de alta
Imagem de celular com o aplicativo do Uber abrindo

Queimando bilhões em uma fogueira sedenta por dinheiro, a Uber, ao atingir o novo marco em sua linha do tempo, viu seu excel sair do vermelho e ficar verdinho.

Meu Uber chegou!

Na última terça-feira (02), a gigante do setor de mobilidade, Uber, anunciou que pela primeira vez em sua história, seu fluxo de caixa ficou positivo. De acordo com a bigtech, no último trimestre, o saldo após a empresa pagar seus boletos foi de US$ 382 milhões.

Desta forma, com o resultado, a startup do Vale do Silício ultrapassou em mais de três vezes as expectativas dos analistas, que previam, em média, um fluxo de caixa de “apenas” US$ 109 milhões no trimestre encerrado em junho.

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Só agora?

Apesar deste movimento parecer estranho, ele é super comum quando o assunto é o resultado de startups com sonhos mais altos que o bolso. Nesse sentido, a Uber, deficitária em toda a sua história, agora segue o caminho planejado desde o início.

Fundada em 2009, a empresa já torrou mais de US$ 25 bilhões de investidores e clientes em sua batalha para ganhar espaço nos celulares da galera. Portanto, é natural entender como a expectativa sempre foi de plantar no passado para colher no futuro. 

Contudo, como disse o diretor de finanças da Uber, Nelson Chai, com o marco, o caminho para a empresa agora é de crescimento autossuficiente. Além disso, Chai afirmou que outro pilar do momento é devolver aos seus acionistas toda segurança que investiram.

Como ficou o mercado?

Por volta das 15h30 de hoje, as ações da empresa sob o código (UBER) na Nasdaq, bolsa famosa pelas bigetchs, disparavam para US$ 30,41. Assim, apresentando uma alta de quase 24% desde ontem, quando houve a divulgação do resultado.

Já no Brasil, os BDRs (U1BE34), que são títulos na B3 ligados às ações nos EUA, subiam para R$ 39,86, com alta de mais 26% desde ontem. No entanto, mesmo com a festa, nos EUA, a empresa acumula mais de 30% de queda no ano, tendo ainda um longo caminho de  convencimento a trilhar.

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