Três empresas planejam fazer seus respectivos IPOs ainda este ano

CSN Cimentos, InterCement Brasil e Lupo se preparam para entrarem na bolsa de valores.
Balcão da Bolsa, bovespa, B3

São muitas empresas, então vamos por partes…

CSN Cimentos

Sacos de cimento empilhados
Imagem: Divulgação/CSN

Depois de listar a subsidiária de mineração, a CSN (CSNA3) protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido para o IPO da sua outra subsidiária, CSN Cimentos.

O grande objetivo da empresa é captar um montante em torno de R$ 2 bilhões para fortalecer o próprio caixa da cimenteira. Apesar das dívidas que a companhia possui, não está nos planos usar esse dinheiro para o pagamento dos credores, até porque faz parte da estratégia da CSN manter um certo nível de dívida.

Uma coisa que é legal deixar claro: a criação de dívidas pelas empresas não é algo necessariamente ruim, contanto que o nível de endividamento esteja controlado e que os pagamentos continuem em dia.

A dívida é uma forma de financiar as operações da empresa. Quando uma empresa compra os seus insumos para possibilitar a produção dos seus produtos ela precisa pagar o fornecedor, mas pense comigo, como a companhia pagará o fornecedor, se os próprios produtos não estão prontos para serem vendidos?

Isso é o que chamamos de Necessidade de Capital de Giro, que geralmente é financiado por dívidas.

A regra número 1 para o megainvestidor, Warren Buffett, é: “nunca perca dinheiro”. Não precisa ser muito experiente no mundo dos investimentos para perceber o quanto essa regra é óbvia e importante.

Simplificando o processo para ficar mais claro: imagine que a empresa ABC é uma empresa de roupas, ela emite dívida para captar um certo montante, esse dinheiro será usado para comprar os tecidos, assim que as roupas ficarem prontas ela poderá vender, receber o dinheiro das vendas e assim pagar as dívidas.

Voltando ao assunto, a CSN Cimentos registrou uma receita líquida de R$ 277 milhões no primeiro trimestre de 2021.

Apesar de protocolar o seu pedido, a empresa ainda precisa passar por mais etapas até efetivamente estrear na bolsa.

InterCement Brasil

Sacos de cimento da InterCement
Imagem: Facebook/InterCement

A segunda maior cimenteira do país, também protocolou o seu pedido de IPO na última terça-feira (18). A empresa é controlada pelo grupo Mover Participações, a antiga Camargo Corrêa.

O grande destaque para este IPO é que a oferta será em grande parte secundária.

Em um IPO existem dois tipos de ofertas, a primária ou a secundária. Quando uma empresa faz uma oferta primária, ela está levantando capital para as operações da empresa, já em uma ocasião em que uma companhia faz uma oferta secundária, o dinheiro captado vai para o bolso dos acionistas.

O objetivo da ICB é captar cerca de US$ 1 bilhão, que corresponderia a mais de R$ 5 bilhões, através da venda de até 49% da empresa.

A intenção com esse IPO é que parte desse dinheiro seja usado para a liquidação de dívidas da sua controladora.

A cimenteira já selecionou os bancos coordenadores para essa oferta, que serão: Bradesco BBI, Itaú BBA, UBS-BB e o Bank of America.

Lupo

Loja da Lupo
Imagem: Divulgação/Shopping Beiramar

Depois de falar de duas empresas de cimento, vamos para a área de roupas íntimas. Conforme apurou o portal Brazil Journal, a Lupo está em um estágio menos avançado do que as duas, mas já contratou os seus bancos coordenadores para a abertura de capital, são eles: Itaú BBA, XP, BTG Pactual e Bank of America.

Há mais de 100 anos no mercado a companhia tem seus produtos vendidos em mais de 35 mil lojas multimarcas e possui mais de 600 franquias.

A empresa sofreu com a pandemia no ano passado, afetando bastante o seu EBITDA (Earnings Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization, ou Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização), que caiu quase 65% em 2020.

Segundo a própria matéria do Brazil Journal, a Lupo estaria focada em expandir as suas franquias, tornando oportuno esse capital que será levantado pela empresa caso faça o seu IPO.

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