Início » Investimentos » Saída de mineradores de criptomoedas da China pode melhorar ESG, aponta Hashdex

Saída de mineradores de criptomoedas da China pode melhorar ESG, aponta Hashdex

Para o CEO da Hashdex, Marcelo Sampaio, a proibição pode acelerar o uso de fontes de energia limpa na mineração de criptoativos.
Representacao-do-Bitcoin-com-grafico-de-crescimento-atras
(Foto: Getty Images)

Em meio às proibições da mineração de criptomoedas na China, o CEO da gestora de ativos Hashdex, Marcelo Sampaio, avalia que a saída de mineradores do país asiático pode ser positiva do ponto de vista de ESG (sigla relacionada às melhores práticas ambientais, sociais e de governança).

Durante uma live organizada pela Verde Asset Management, na última semana, Sampaio declarou que os impactos otimistas poderão ser sentidos no longo prazo, embora esta seja uma “notícia dura” no curto prazo.

Adm Explica

A mineração de criptomoedas é o termo utilizado para descrever o processo de registro e validação das transações de moedas virtuais. É por meio deste procedimento que estes ativos "nascem" e são mantidos em segurança.

Por ser um processo totalmente digital, uma das principais polêmicas relacionadas à mineração de criptoativos é o alto gasto energético para manter os computadores.

Assim, durante o evento, o CEO da Hashdex ressaltou que acredita que as mudanças em curso na China podem favorecer o uso de energias alternativas e renováveis. Isso porque, segundo ele, parte da carga energética utilizada atualmente no país vem de fontes poluentes.

“O minerador está em um jogo em que precisa minerar com a energia mais barata possível para ter o menor gasto e aumentar a mineração. E as [fontes] mais baratas são as energias renováveis. Então, a descentralização da mineração e do uso da energia na China pode ser interessante para o mercado de criptoativos”

Marcelo Sampaio.

De acordo com o CEO, apesar do uso intenso de energia na mineração das criptomoedas, as regras rígidas na China podem acelerar o uso de energia eólica ou outras fontes menos poluentes para este processo.

Proibição da mineração na China

Atualmente, a China é responsável por concentrar grande parte da mineração de bitcoins no mundo.

No entanto, ao longo dos últimos meses, diversas autoridades do país passaram a declarar que os criptoativos “perturbam a ordem econômica” e facilitam atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro e transferências ilegais. 

Com isso, a pressão em relação às atividades de mineração no país começou a crescer exponencialmente. Consequentemente, a província de Sichuan, segundo maior centro de mineração de bitcoin da China depois de Xinjiang, decretou a proibição da prática no último mês. 

O olhar rígido da China sobre as criptomoedas é apontado como uma das principais notícias que movimentaram o mercado das moedas digitais nos últimos meses.

Em meio a este cenário, a agência de dados Dow Jones Market Data divulgou, na última semana, que o Bitcoin acumulou forte queda de 41% no segundo trimestre deste ano, encerrado em junho.

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp