Saiba como começar a investir

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O mundo dos investimentos!

Tão fascinante como as coisas acontecem que, quanto mais se ouve falar, mais se quer aprender. Algo que ao mesmo tempo desperta muita dúvida e muita curiosidade nas pessoas.

Mas afinal, como entrar nesse mundo?

Neste artigo, você vai aprender o passo a passo para investir seu dinheiro de forma assertiva, para construir um patrimônio sólido!

Como começar a investir do zero?

Para você que está começando, antes de começar de fato a investir é muito importante conhecer alguns conceitos básicos como, por exemplo, onde não colocar o seu dinheiro. O caso clássico disso é a famosa poupança.

Se você está entrando agora no mundo dos investimentos, provavelmente já ouviu falar que poupança não é um bom investimento. Mas, na verdade, poupança nem investimento é!

E boa parte da população brasileira hoje ainda deixa boa parte do seu dinheiro na poupança, um estudo da Anbima indicou que entre todos investidores brasileiros, 89% aplicam na poupança.

O problema que existe da poupança é a inflação. Mas o que é a inflação?

Na prática, a inflação é o aumento do preço das coisas que compramos. E quando a inflação rende acima da poupança, você deixar o dinheiro na poupança significa que você perde dinheiro, pois ele perde poder de compra.

Lembra do Kinder Ovo a R$ 2,00? Então! Exemplo clássico também.

Kinder Ovo

Por mais que o seu saldo bancário aumente, o número aumente na poupança com o passar do tempo, na verdade o seu ganho real é negativo porque a inflação está subindo mais rápido do que o seu dinheiro.

Então, o primeiro passo é tirar o seu dinheiro da poupança e colocá-lo em uma corretora de valores.

Abrindo uma conta para investir

Corretora de valores onde você irá centralizar seus investimentos e que permitirá que você gerencie a sua vida financeira, de forma que você tenha seu dinheiro investido em renda fixa, renda variável e tenha acesso rápido a esse dinheiro e consiga acompanhar tudo junto em um só lugar.

“Mas Adm, o que acontece com meu dinheiro se a corretora quebrar?”

De todos os investimentos, todos eles ficam atrelados ao seu CPF. Isso significa que independentemente da aplicação que você faça, caso a sua corretora venha a falir, você  não vai perder o seu dinheiro, mas sim você pode simplesmente transferir a custódia dele para outra corretora.

Após abrir conta em uma corretora, o próximo passo será criar uma reserva de emergência.

Como criar a minha reserva de emergência

A reserva de emergência significa uma quantidade de dinheiro em torno de 6 a 12 meses de seu custo de vida, ou seja, todos os gastos seus do mês com necessidades imprescindíveis (conta de luz, conta de água, conta com filhos ou seu animal de estimação, etc) e multiplicar por algo entre 6 e 12 e isso será um número bom para você guardar na reserva de emergência.

Isso é para caso ocorra um imprevisto – e eles sempre acontecem. Esse dinheiro serve para caso você seja demitido você tenha como se manter, caso alguém da sua família passe por necessidade algum procedimento cirúrgico e você tenha como ajudar, caso aconteça algum problema em sua casa e você tenha um backup financeiro para isso.

Assim, a aplicação em uma reserva de emergência precisa existir porque sabemos que imprevistos hora ou outra acontecerão.

Quais são os melhores investimentos para reserva de emergência?

As características que ele deve ter é:

  • altíssima liquidez: ou seja, que você pode resgatar esse dinheiro de maneira rápida caso venha a ter necessidade
  • baixo risco: ou seja, você não vai ter muita rentabilidade nele porque você vai ter uma alta liquidez, mas você sabe que ele é muito seguro. Isso significa que você sabe que caso seja necessário resgatar esse dinheiro daqui a um ou dois meses, você tem a segurança de que ele não diminuiu de valor – e sim estará maior do que quando você o investiu anteriormente.

Uma das possibilidades é o Tesouro Selic. Trata-se de uma aplicação no tesouro direto em que você tem a possibilidade de resgatar o seu dinheiro com liquidez d+1, ou seja, você faz a ordem de resgate hoje e o dinheiro cai amanhã.

No tesouro Selic seu dinheiro rende todo dia – diferente da poupança, que basicamente “faz aniversario”, ou seja, ela só tem o dinheiro rendendo todo mês a cada 30 dias.

E é a aplicação mais segura do Brasil porque toda proposta do tesouro direto é você emprestar dinheiro para o governo e ele promete te pagar esse valor no futuro + os juros

E quanto ao Tesouro Selic, você pode resgatá-lo junto dos juros o dia que você quiser.

“Mas Adm, e quanto à chance de o Governo não me pagar?”

Collor confiscou a poupança, ele não confiscou títulos públicos – ou seja, isso aqui é mais seguro que a poupança. A probabilidade de você não receber seu dinheiro de volta é a probabilidade de o governo falir.

Mas caso mesmo assim você não queira emprestar seu dinheiro para o governo, existem outros títulos que são boas opções para você colocar sua reserva de emergência.

Como por exemplo, CDBs de liquidez diárias, que rendam no mínimo 100% do CDI.

O que é CDI?

CDI é Certificado de Depósito Interbancário, é a taxa Selic – 0,1%.

Ok, agora uma vez finalizada sua reserva de emergência, é hora da parte divertida. Brincadeiras à parte, um velho jovem sábio certa vez disse:

“Investir não é um ato, mas sim um hábito”

Breno Perrucho

Normalmente, recebemos renda mensal (salário, bolsa, mesada, etc). O objetivo é então distribuir esse dinheiro em diferentes tipos de investimentos de acordo com os seus objetivos.

Cada um tem seus objetivos e sonhos na vida. Objetivos que quer conquistar. O que nos separa desses sonhos é, basicamente, o planejamento!

A maior parte das pessoas possui o pensamento de que precisa ter uma qualidade de vida na proporção daquilo que elas recebem. O problema é que quando alguém gasta tudo o que recebe, não resta dinheiro para investir.

Existem várias formas de fazer existir essa diferença entre o que se recebe e o que se gasta para que se possa investir. Uma das formas é, por exemplo, distribuir:

  • 55% do que você recebe com as necessidades básicas, como morar, comer, etc – seu custo de vida;
  • 10% com lazer – coisas como passar tempo com a família, com os amigos, com vídeo games, etc.;
  • 10% com educação – como livros, cursos, seminários, eventos e formas que te trarão aprendizados nas diversas áreas que você pode aplicar na vida. Esses você mantém na conta corrente do seu banco onde você recebe o salário mesmo, afinal é um dinheiro que você gastará todos os meses.
  • 10% com objetivos de curto e médio prazo – por exemplo, comprar um carro, uma casa, casamento, uma viagem cara, etc. Algo que você sabe que conseguirá em alguns anos se você mantiver uma disciplina para aportar dinheiro ali todos os meses.

Investimentos em Renda Fixa (CDB, LC, LCI, LCA…)

Para os objetivos de curto/médio prazo, você coloca, principalmente, em títulos como CDBs,  LCs,  LCIs, LCAs com liquidez no vencimento – ou seja, você só pode resgatar na data que o título vence e não antes. Assim, você resgata na data estipulada e recebe.

A vantagem deles é que, apesar de serem renda fixa e renderem relativamente pouco, eles via de regra vão render muitas vezes mais do que 100% do CDI. Encontra-se muitos com algo como 140% do CDI. E você sabe exatamente quanto vai valer lá.

Além disso, esses títulos têm garantia do FGC – Fundo Garantidor de Crédito. Ele te traz, caso aconteça alguma coisa com a instituição emissora do título (por exemplo sua corretora falir), um ressarcimento de até R$ 250 mil por corretora.

Ou seja, se você tiver R$ 1 milhão em 4 corretoras diferentes, caso todas elas quebrem você receberá até R$ 1 milhão. Isso é uma situação com baixa probabilidade de acontecer, principalmente porque a maior parte das corretoras não disponibiliza títulos que tenham alto risco de ir à falência.

  • Os últimos 15% ficam para objetivos de longo prazo. Agora vamos para os ativos que são arriscados no curto prazo, mas que são as fontes mais eficientes para preservação e multiplicação de patrimônio no longo prazo. As famosas ações e fundos imobiliários.

Como investir em Renda Variável (Ações, FIIs…)?

Dica do Adm

Quando se fala de 10 anos pra cima, longo prazo, o arriscado é não investir!

Investir nesse tipo de ativo se trata de encontrar negócios com grande potencial de crescimento, com os quais a gente se identifica, que a gente sabe que estarão aqui por muito tempo gerando dinheiro e mantendo suas vantagens competitivas e gerando cada vez mais valor para a sociedade.

Assim, ações para o longo prazo são a forma mais eficiente de preservar, multiplicar o seu capital e principalmente te assegurar uma fonte de renda passiva para poder te proporcionar a famosa independência financeira.

Isso porque ações e fundos imobiliários geram renda, ou seja, um dinheiro líquido que eles te darão com certa frequência.

As ações distribuem seus lucros por meio de dividendos e de juros sobre capital próprio (JCP) para os seus acionistas, ou seja, sócios com certa frequência. Já no caso os fundos imobiliários você se torna um dos cotistas do fundo e eles te pagam dividendos todos os meses, que é basicamente o aluguel de todos os imóveis pertencentes nesse fundo – sem contar que é muito mais vantajoso do que alugar um imóvel físico, por exemplo.

Lembrando que isso não é uma receita de bolo que funciona para todas as pessoas. Você, com base na sua realidade, sua renda e seus gastos adaptará o método.

Dica do Adm

Vale lembrar que a diversificação dentro dos setores nos quais você investe em ações, por exemplo, é muito importante – além da diversificação nos tipos de ativos (ações, fundos imobiliários, fundos de investimentos, etc).

É importante também que o dinheiro do objetivo de curto-médio prazo também poder ficar à disposição, como um caixa – aplicado em ativos como tesouro Selic, CDB de liquidez diária, nuconta do Nubank, entre outros.

Isso porque surgem oportunidades como crises em que os ativos estão com um preço abaixo do normal e esse dinheiro pode ser usado para rebalancear a sua carteira de investimentos.

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