Rio terá bolsa de valores em parceria com a Nasdaq

Plataforma terá como foco a negociação de créditos de carbono
foto da bolsa da Nasdaq que vai fazer parceria com o Rio

Os dias de protagonista da B3 estão contados. O Estado do Rio de Janeiro em parceria com a bolsa de valores, Nasdaq, anunciou a criação de uma bolsa ‘verde’, com foco em negociações de créditos de carbono. 

Luz na passarela que lá vem ela. 

O que são créditos de carbono?

São cotas de emissão de gases poluentes, como o dióxido de carbono, que são vendidas para empresas ou governos dando a eles o direito de emitir novos gases. 

Essa ideia surgiu em 1997, com o Protocolo de Kyoto, que é um tratado que estabelece um compromisso de redução de emissão de gases poluentes. 

Então, para ficar dentro do contratinho, algumas empresas compram essas cotas de carbono, caso percebam que vão acabar poluindo mais do que os limites definidos. 

Quem vende essas cotas?

Essas cotas podem ser vendidas por governos ou empresas que conseguiram ficar abaixo da meta de poluição. Já que ficaram abaixo, digamos que elas agora têm créditos e podem vendê-los para o ‘abiguinho’ que ultrapassou a meta.

Mas não são só as empresas que poderão negociar essas cotas. O investidor pessoa física pode entrar nessa brincadeira vendendo os seus ‘carboninhos’. 

Isso porque o governo do Rio adiantou que contribuintes que pagarem rigorosamente sua dívida de IPVA, por exemplo, receberão créditos ambientais.

Daí, bebê, você pega seus lindos créditos e tenta negociar na bolsa de valores verde do estado.

Existe uma expectativa que esse mercado se valorize, já que a preocupação com o meio ambiente aumenta, e nenhuma empresa quer ser taxada de poluidora. Logo, com o passar do tempo, cada cota de carbono valerá mais e mais. 

E como vai ser essa parceria do Rio com a Nasdaq?

Vai ser só ‘love’. De acordo com o governo do Rio, haverá um intercâmbio de informações entre o Estado e a bolsa gringa, além da Global Environmental Asset Plataform, e juntinhas, as três vão certificar, emitir e permitir a negociação dos créditos de carbono. 

Por enquanto, cada tonelada desse ativo está sendo negociada a US$5. Porém a esperança é que o mercado verde ganhe força e essas cotas cheguem a valer até 100 euros, segundo a meta do Acordo de Paris, que renovou as ideias do Tratado de Kioto. 

Por fim, a nova bolsa de valores verde do Rio tem uma previsão de início de atividades no segundo semestre deste ano. Ao que parece, em Julho, a Nasdaq vai instalar sua filial em solo brasileiro. 

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