Raízen negocia unidade de lubrificantes com a Shell, mirando IPO

As duas empresas têm uma parceria e agora a Shell vai bater as asas.
Montagem logo da Raízen em frente a posto da Shell

A Raízen, que é uma joint venture entre a empresa Cosan (CSAN3) e a Shell no ramo de combustíveis, produção de etanol e açúcar, anunciou ontem (7) que comprou a unidade de lubrificantes da Shell.

As empresas negociam uma ampliação das operações conjuntas de ambas, com a aquisição da totalidade do negócio de lubrificantes da Shell no Brasil.

“Mas Adm, o que é Joint Venture?”

Joint venture, ao pé da letra, significa união com risco. Uma joint venture se refere a uma associação ou aliança entre duas empresas, por tempo limitado, em prol de cooperarem de forma que seja benéfica para ambas sem que percam suas essências individuais.

Um exemplo de joint venture bastante conhecido no Brasil foi a Autolatina — uma cooperação econômica entre a Volkswagen e a Ford entre 1987 e 1996

Tá, e o IPO? 

Um Compasser raiz já tá cansado de ver o significado de IPO, mas como sempre temos compasserzinhos novos, vamos integrar (óculos) :

IPO é sigla para Initial Public Offering e significa “oferta pública inicial” e é quando uma empresa passa a abrir o seu capital para passar a ser negociada na bolsa.

Agora, segundo informações disponibilizadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Raízen já protocolou seu pedido de oferta inicial de ações (IPO).  

A Raízen atua como um agente exclusivo que efetua a venda de lubrificantes da Shell, baseado no contrato que foi firmado pelo período de 10 anos entre a Raízen e a Shell. Com o vencimento desse contrato, a negociação da aquisição total e do relacionamento de ambas pode prosseguir.

Posto de gasolina da Shell
Shell Divulgação/Shell/VEJA

 

A Raízen ainda pretende usar recursos da oferta para expandir a produção e as vendas de biocombustíveis, além de direcionar investimentos pensando na eficiência, produtividade e na infraestrutura e logística para em prol do crescimento de volume de renováveis e açúcar, segundo o que diz no documento.

A compra foi estratégica, dado que na operação estará envolvida a planta de mistura de lubrificantes na Ilha do Governador, além da base de Duque de Caixas e também a cadeia de distribuição e os contratos de cada uma delas.  A empresa não informou valores da operação.

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