O come-cotas chegou e isso impacta seus rendimentos

A receita cobra o imposto hoje e come R$ 8 bilhões dos investidores brasileiros
Leão com óculos amarelo em frente a notas de real, representando a Receita Federal

“Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Nesta terça-feira (31) é só olhar para trás que a Receita Federal estará com a boca aberta esperando para recolher o imposto come-cotas.

Que raio de imposto é esse?

O come-cotas é o imposto de renda recolhido periodicamente pela Receita Federal a determinados fundos de investimentos, contudo isso acontece sem que o investidor precise tomar qualquer atitude.

Nesse intuito recolhimento acontece a cada seis meses e de forma automática, sobre os ganhos dos investidores. Sendo assim, a base de cálculo para o imposto é a valorização do investimento no período e não valor total investido.

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Do que o come-cotas se alimenta?

Na dieta dos come-cotas entram grande parte dos fundos de investimentos, incluindo os de renda fixa atrelados à taxa DI, multimercados, crédito privado e até o ouro. Para saber quais fundos de fato pagam o come-cotas, o indicado é sempre observar os seus regulamentos.

Assim, para a cobrança, o come-cotas recolhe uma determinada quantidade de cotas desses fundos que seriam equivalentes ao valor do imposto. Daí o apelido carinhoso dado pelo mercado financeiro.

Qual o valor cobrado pelo come-cotas?

A taxa cobrada para cada fundo depende basicamente do prazo médio de vencimento dos títulos contidos no fundo. Assim, fica em 20% para os com vencimento em até 1 ano, e 15% para os com vencimento dos títulos superiores a 1 ano.

Portanto hoje acontece a primeira parte da cobrança que terá sua segunda parcela em novembro. O recolhimento esperado já é mais que o dobro do recolhido em maio do ano passado, e isso pode ser explicado em parte pela alta dos juros e pelo patrimônios dos fundos terem aumentado.

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