JBS divulga resultados recordes para o quarto trimestre

O que os analistas estão enxergando na JBS? Vem entender
Fachada das instalações da JBS

Churrasquinho rolando solto, a JBS feliz da vida com os resultados e os acionistas ganhando dinheiro.

Foi a vez da JBS divulgar os seus resultados do quarto trimestre de 2021 e pelo visto, agradou os olhos dos analistas.

Quais foram os resultados?

Começando o demonstrativo de cima para baixo. A receita líquida bateu R$ 97,192 bilhões mostrou um crescimento de 27,8% comparado com o último trimestre de 2020. 

Descendo para a linha do lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, o famoso EBITDA, bateu a casa dos R$ 13,150 bilhões. Representando uma alta de 86,9% comparado com o mesmo período um ano antes.

E mais para baixo, no lucro líquido, a companhia chegou ao patamar de R$ 6,473 bilhões. também mostrando um crescimento considerável de 61% na comparação anual. 

Aparentemente esse resultado expressivo já era esperado, mas não deixa de brilhar os olhos dos investidores. 

Quais foram os motivos para esse crescimento da JBS?

Dessa forma, no período ficou muito claro que, quem teve papel fundamental nesses números foi os Estados Unidos. 

A JBS US Beef, unidade americana da frigorífica, foi o maior destaque das unidades da empresa e elevou muito os números. 

André Nogueira, presidente da JBS na América do Norte, disse que os Estados Unidos estão mostrando uma alta demanda no mercado de carne de boi, frango e porco. 

E o maior agravante é que a produção de porcos e frangos irá diminuir neste ano, comparado com o ano passado, com queda de 1% e 0,7% respectivamente, fazendo com que os preços das proteínas subam mais ainda nos EUA. 

Quais os impactos desses números

A JBS anunciou um programa de recompra de ações. Muita atenção a essa informação, vou explicar o porquê. 

Nos EUA, a recompra de ações é uma forma da empresa remunerar os seus acionistas e por questões tributárias, é mais comum do que distribuir dividendos.

Contudo, isso também representa que a empresa, com as informações internas que possui, enxerga que o preço está subvalorizado.

Assim, a ideia é que ela pode se beneficiar de uma valorização ao “devolver” essas ações no mercado futuramente.

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