GOL anuncia compra de MAP, quinta maior aérea do país

Pagamento em $ e em ações, a Gol agora aumenta sua presença em Congonhas.
Avião da GOL em terra, simbolzianc

Depois do papo da Azul (AZUL4) mirando a compra da Latam do Brasil, agora a Gol (GOLL4) anunciou ontem (8) a aquisição da MAP Transportes Aéreos, que cobre trechos regionais e do aeroporto de Congonhas.

A transição ainda precisa ser aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O valor foi de R$ 28 milhões em dinheiro e em ações, além de compromissos financeiros da MAP que serão assumidos pela Gol.

A aérea MAP foi fundada em 2011 e tem uma frota de 7 aeronaves ATR, com 70 assentos. As rotas em que elas operam são das regiões Sul e Sudeste a partir de Congonhas – que é o maior aeroporto doméstico do país – e rotas da região amazônica a partir do Aeroporto de Manaus.

Essa compra, segundo a Gol, reforça seu posicionamento de liderança em suas principais bases, com a adição de 26 voos por dia e com um crescimento de cerca de 10% em Congonhas.

A empresa ainda afirma vantagens como aumentar a oferta para mercados pouco explorados, por isso está investindo ainda mais no transporte aéreo regional com ênfase na região Amazônica.

O CEO Paulo Kakinoff afirmou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que “esta aquisição é um passo importante da nossa estratégia de expansão de malha e capacidade, à medida que buscamos revitalizar a demanda por viagens aéreas de lazer e a negócios.”

Segundo ele, isso contribui também para apoiar o desenvolvimento econômico local da região amazônica e fortalecer as operações em Congonhas. Ele ainda afirma que pretende trazer aeronaves com maior eficiência e maiores para as rotas da MAP, contribuindo para a estratégia regional da Gol.

“Ao logo do último ano enfatizamos, consistentemente, que a GOL estava bem posicionada para o crescimento no ciclo pós-pandêmico...”

finaliza o CEO

De acordo com o Credit Suisse, a Gol considera a aquisição do MAP o único movimento racional de fusão e aquisição a ser feito neste ponto no segmento de aviação civil no país. Agora, o foco será o crescimento orgânico.

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