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Follow-on do Banco Inter levanta até R$ 5,5 BI

Oferta subsequente de ações tem Stone como âncora: venha entender tudo!
Sede do Banco Inter
The Cap

Nesta semana,em fato relevante, foi confirmado pelo Banco Inter a realização de um Follow-on de ações, com a Stone – listada na NASDAQ – como investidor-âncora, realizando um investimento de R$ 2,5 bilhões.

O que é Follow-On?

Follow-on, também conhecido como “oferta subsequente de ações”, é basicamente quando uma empresa que já tem suas ações listadas na bolsa (ou seja, já realizou sua Oferta Pública Inicial – IPO) faz novas ofertas de ações. 

E o que é investidor âncora?

Muito procurados em cenários voláteis, os investidores-âncora são aqueles que garantem em média 30% de uma operação (de oferta de ações, como é o caso). É uma forma, por exemplo, de viabilizar um IPO e segurar o preço em cenários de incerteza na economia, política ou outros fatores.

Sobre a oferta, existe a expectativa de levantar R$ 5,5 bilhões, que podem ser alcançados com a possibilidade de um lote adicional de 100% sendo inteiramente exercido

Dentro das ações ofertadas, a composição será de 71,5 milhões de Ações Ordinárias e 71,12 milhões de Ações Preferenciais. Já a Stone investirá os R$ 2,5 bilhões em Units (continue lendo que o Adm já vai explicar o que é isso).

O que são Ações Ordinárias, Preferenciais e Units?

👉🏻 Ações ordinárias (ON) são terminadas com o número 3 (como em BIDI3) e dá ao acionista direito a voto nas assembleias da empresa.

👉🏻 Já ações preferenciais (PN) são aquelas em que o acionista tem prioridade no recebimento de dividendos e outros proventos e são terminadas com o número 4, como em BIDI4.

“E as units?”

👉🏻 As Units são como um pacote de ações: podem conter ações ordinárias, preferenciais, BDRs (ações do exterior negociadas na nossa bolsa) e bônus de subscrição. Assim o investidor tem direito aos benefícios de todos os tipos presentes da Unit.

No caso do Banco Inter, as Units (BIDI11) são compostas por 2 ações preferenciais (BIDI4) e 1 ação ordinária (BIDI3). 

O SoftBank, que possui mais de 14% do banco, também participará da oferta – de acordo com o Brazil Journal – com mais de R$ 770 milhões.

O Banco Inter ainda tem planos de abrir capital na Nasdaq – uma das Bolsas de Valores dos EUA, focada em empresas de tecnologia – ainda em 2021. Seus objetivos são estimular a formação de um ecossistema com investimentos, seguros, crédito, compras e banking.

A empresa ainda afirma paralelamente que pretende protocolar um registro de BDR futuramente, ou seja, uma vez aberto capital nos EUA, terão suas ações internacionais também disponíveis na forma de Brazilian Depositary Receipts na B3.

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