Corretora Robinhood entra com pedido de IPO nos EUA

A plataforma digital chamou atenção ao revelar uma custódia de mais de R$ 58 bi em criptomoedas.
Aplicativo da Robinhood

A corretora digital norte-americana Robinhood Markets apresentou, nesta quinta-feira (1), um pedido de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. A empresa será negociada na Nasdaq, bolsa de valores norte-americana conhecida por reunir empresas de tecnologia, sob o código “HOOD”

Dica do Adm

A Oferta Pública Inicial de Ações (ou Initial Public Offering, em inglês) é o processo de abertura de capital de uma empresa na bolsa de valores. Ou seja, é a partir deste momento que uma companhia começa a negociar suas ações, o que pode contribuir ou não para levantar capital.

O documento enviado para o pedido de IPO revelou que a empresa possui US$ 81 bilhões em ativos sob custódia (cerca de R$ 407,6 bilhões, na cotação atual). O montante representa um forte crescimento quando comparado aos US$ 19,2 bilhões apresentados em março de 2020. 

O mais surpreendente, no entanto, foi a custódia de criptomoedas reportada pela empresa. Deste valor total, US$ 11,6 bilhões (aproximadamente R$ 58,45 bilhões) correspondem às moedas digitais. 

No documento, a corretora informou ainda que pretende levantar até US$ 100 milhões (R$ 503,4 milhões) para o IPO, que ocorrerá entre agosto e setembro deste ano. O processo de abertura de capital deve ser liderado pelo Goldman Sachs Group, conforme revelado pela agência de notícias Reuters.

Pagamento de multa milionária

O pedido de abertura de capital ocorreu na mesma semana em que a Robinhood foi penalizada pela Autoridade Reguladora da Indústria Financeira dos Estados Unidos, a FINRA.

A empresa recebeu uma multa de US$ 57 milhões (cerca de R$ 287 milhões) por conta de falhas sistêmicas e informações enganosas. Além disso, a corretora precisará desembolsar US$ 16,6 milhões para restituir os milhares de clientes que foram afetados.

A penalidade ocorreu após a agência reguladora descobrir que a corretora fornecia informações confusas e enganosas para os clientes em determinados momentos ao longo do uso da plataforma. Por conta disso, os usuários foram expostos a ferramentas arriscadas e serviços imprecisos.

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