Bilionários brasileiros perdem US$ 14,9 bilhões em 2022

Fortunas caíram após uma série de variações nos mercados este ano
Imagem do tio Patinhas, simbolizando bilionários

Pelo visto 2022 não está fácil para ninguém. E agora até os bilionários parecem que precisarão esquentar a cabeça para voltar a subir algumas posições nas listas dos mais ricos.

Um esmolinha, por favor…

Tudo bem, o ADM exagerou, e na situação econômica complicada, a redução de alguns bilhões na conta dos ricaços não pode ser encarada como uma crise existencial. No entanto, para quem em 2021 estava mais rico, hoje, perder US$ 14,9 bilhões, é um choque.

Pois é este o montante que os bilionários da lista perderam desde dezembro de 2021. De acordo com os dados do Bloomberg Billionaires Index, a fortuna somada deles, até o dia 14 de junho, encolhia de US$ 87,37 bilhões para US$ 72,51 bilhões, uma redução de 17%.

Leia mais:

Copom aumentou a Taxa Selic. E eu com isso?

China impõe lockdowns e o Brasil paga a conta

Quais os bilionários mais tristes?

Dentre os bilionários, o que mais perdeu foi Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook. No caso dele, US$ 9 bilhões foi o valor desaparecido. Isso em virtude do cenário atual de derretimento das ações das bigtechs, como a Meta, que é a atual holding do Facebook. 

A lista possui outros 9 nomes. Jorge Paulo Lemann, Carlos Sucupira e Marcel Telles da 3G Capital, dona de marcas como Ambev, Lojas Americanas e Burger King, se juntam à lista dos que ficaram mais pobres. Jorge Moll, da rede D’or São Luiz, também perdeu dinheiro.

Os únicos da lista que viram seu saldo aumentar foram Pedro, João, Fernando e Walther, ambos integrantes do clã Moreira Salles, donos de, entre tantas outras empresas, o Itaú Unibanco. Juntos, os banqueiros enriqueceram quase US$ 1 bilhão.

Para onde vai esse dinheiro?

Na prática, o sobe e desce na conta dos bilionários não é bem uma perda ou ganho de dinheiro real, mas acontece, principalmente, em decorrência de variações no equity, que é a participação societária deles nas empresas que possuem. 

Ou seja, pelas companhias estarem sujeitas à volatilidade da bolsa, grandes movimentos acabam impactando em suas fortunas. Se as ações voltam a subir, a fortuna sobe novamente. 

Inscreva-se na nossa newsletter!