Acaba prazo para reservar ações da Eletrobras

Entenda como funcionou a operação e os riscos envolvidos
Foto da fachada do prédio da Eletrobras

Acabou-se o que era doce! Terminou ao sol do meio dia a opção de reservar ações da Eletrobras, que sai das abas do Estado e cai no mundão das empresas privadas.

Adeus Eletrobras!

Às 12h desta quarta-feira (8), encerrou o prazo para que investidores participassem da reserva de ações da Eletrobras na bolsa brasileira. As reservas, que começaram na sexta-feira passada, puderam inclusive ser feitas com utilização do FGTS.

O movimento acontece em decorrência do processo de privatização da empresa, que encabeça a lista das maiores do setor elétrico na América Latina. A proposta veio do governo federal seguindo a estratégia de desestatização.

Leia mais:

Estados se recusam a zerar ICMS

Carrefour coloca Grupo BIG na sacola

Como funcionou a reserva?

A oferta em questão acontece com a criação de novas ações da empresa. No entanto, como foi detalhado, o número será inicialmente de 627.675.240 ações emitidas. No total, a expectativa é de que a operação movimente cerca de R$ 30 bilhões. 

As pessoas físicas que se interessaram, puderam reservar volumes de ações entre R$ 1 mil e 1 milhão. Contudo, outra possibilidade foi a da reserva acontecer com o saldo do FGTS, sendo o investimento mínimo de R$ 200, limitado a 50% do valor total do saldo.

A EletrobrAs fez alertas

De acordo com informações divulgadas pela empresa, os investidores precisariam estar atentos a alguns riscos. Por exemplo, a Eletrobras alertou que precisaria melhorar uma série de práticas internas que podem afetar negativamente os seus demonstrativos financeiros.

Além disso, a Eletrobras destacou que, uma vez que a União continua sendo um forte acionista da empresa, alguns acordos e negócios podem acabar contaminados por essa influência. Portanto, alguns parâmetros de mercado e de plena concorrência correm o risco de ficarem de escanteio.

Quem reservou fez bom negócio?

Inscreva-se na nossa newsletter!