Xangai retrocede no lockdown, mas o risco ainda é forte

Com o pavor de novos casos de Covid, a política de tolerância zero da China afeta Xangai e a economia mundial.
Médico paramentado com roupa branca em frente a placas azuis em chinês, simbolizando o lockdown em Xangai

O povo de Xangai pode soltar o grito de “libera geral” com o fim das restrições determinadas pelo governo chinês. Será que o mundo resiste com novos lockdowns?

Momento de festa

Depois de longos 2 meses sem colocarem os pés na rua, os 25 milhões de moradores de Xangai, a maior cidade chinesa, celebram desde ontem (31) o fim dos inúmeros bloqueios impostos pelo governo da China.

O lockdown se alia com a estratégia do país de eliminar totalmente a circulação do vírus, o que tem trazido para o país e para um mundo que depende dele uma série de impactos.

Leia mais:

Desemprego cai para 10,5% no trimestre encerrado em abril

O come-cotas chegou e isso impacta seus rendimentos

Como estava a situação?

Com as restrições, a cidade que é um gigante pólo econômico e cultural do país, sofria com bloqueios extensos. Dessa forma, a maior parte das atividades estavam suspensas, sendo mantidas apenas as extremamente essenciais como supermercados e farmácias.

No entanto, com a estratégia “covid zero”, sofrem tanto o país quanto os seus parceiros comerciais, que enxergam agora como insustentável manter depois de 2 anos de interrupções na economia, novos bloqueios.

Para onde vai a economia com os bloqueios?

A princípio, com a redução dos casos, não há qualquer expectativa para novos bloqueios nem para Xangai nem para outras regiões do país, mas, por parte do governo, a estratégia de zerar surtos deve se manter, mesmo com os custos à economia.

Desde que os bloqueios iniciaram vários setores foram gravemente afetados. A produção de semicondutores para chips foi um deles, o que impactou globalmente a produção de automóveis, inclusive aqui no Brasil.

Portanto, a grande pergunta é: até onde vai a China? O mundo tem entendido que o “novo normal” é coexistir com os casos de Covid. No entanto, políticas mais severas têm sido vistas pelos mercados como um grande parafuso travando as engrenagens da economia.

Inscreva-se na nossa newsletter!