Rússia reduz pela metade fornecimento de gás à Europa

Com o novo movimento, o país de Putin eleva ainda mais as tensões no continente europeu
Imagem do presidente Putin, simbolizando preço do gás da Rússia

Depois do anúncio de redução no gás, a Rússia já pensa em procurar um alfaiate para encomendar o paletó para o velório da Europa. Será que tem reviravolta?

Fechando a torneira

Nesta segunda-feira (25) a Rússia anunciou que reduzirá ainda mais o seu fornecimento de gás natural à Europa. De acordo com o anúncio, o abastecimento do combustível, que hoje já está em 40% da capacidade total, cairá pela metade.

A redução foi informada pela Gazprom, empresa estatal de energia da Rússia, e começará a valer a partir da próxima quarta (27). Portanto, com a torneira do maior gasoduto russo sendo apertada, a Europa já começa a sentir na pele o aprofundamento da crise.

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Por que a Rússia reduziu o gás?

Desde junho que o Nord Stream, nome do gasoduto que abastece a Europa, passa por reduções em sua capacidade de abastecimento. Segundo a estatal, os cortes ocorreram unicamente por causa de manutenções na rede e por falta de equipamentos.

Neste sentido, a Rússia argumenta que, com as sanções em virtude dos conflitos com a Ucrânia, parte da infraestrutura foi prejudicada. Na prática, o país se queixa de uma turbina parada no Canadá que não chegou ao gasoduto, impedindo a normalização do serviço.

Contudo, os países europeus acusam a Rússia de utilizar a sua influência para pressionar a comunidade a retroceder nas sanções. No total, mais de 40% das importações de gás natural da Europa vem da Rússia e, de fato, os europeus estão nas mãos de Putin.

O que acontece na prática?

Somente este ano, após o início dos conflitos entre Ucrânia e Rússia, o preço do gás na Europa já mais que dobrou de preço. Portanto, caso novos cortes ocorram, a Europa poderá começar a falar em racionamento, prejudicando também o resto do mundo que depende de seus produtos.

A Alemanha já planeja, inclusive, privilegiar o fornecimento de gás a hospitais e moradias, desabastecendo, se preciso, a indústria. No entanto, apesar dos países já buscarem novos fornecedores, a situação pode não se normalizar até o inverno que se aproxima. Eita!

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