Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA atingem mínima em 52 anos

O número vem diminuindo desde outubro e dando uma injeção de ânimo na economia
Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA atingem mínima em 52 anos

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou hoje (24) que o número de novos pedidos de auxílio-desemprego caiu para o menor patamar desde 1969 na semana passada.

Na última semana, 199 mil norte-americanos entraram com novos pedidos do benefício, o que indica uma queda de 71 mil em comparação com a semana anterior. O resultado foi melhor do que o esperado por analistas. Os economistas consultados pela Reuters, por exemplo, projetavam 260 mil novos pedidos na semana passada.

O que é o auxílio-desemprego?

Como o nome sugere, este é um benefício dado pelo governo norte-americano para trabalhadores que perdem o emprego e estão em busca de um novo trabalho. Para o mercado financeiro, esse dado é um dos indicadores que revelam a estabilidade da economia norte-americana.

Em abril do ano passado, no auge da pandemia, os EUA chegaram a registrar mais de seis milhões de pedidos de seguro-desemprego em uma única semana.

Com a reabertura das atividades econômicas, este número caiu exponencialmente e, ao longo do mês de outubro, voltou a se aproximar do patamar pré-pandemia, na casa dos 220 mil.

Economia norte-americana

A redução dos pedidos do auxílio caminha lado a lado com outros indicadores positivos da economia dos EUA, como a queda da taxa de desemprego, que chegou a 4,6% em outubro.

Além disso, a alta de 1,6% da produção industrial e de 1,7% das vendas do varejo no mês passado no país também animaram o mercado.

Por outro lado, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 2,1% no terceiro trimestre, conforme os dados atualizados que também foram divulgados hoje. Apesar de indicar alta, o ritmo é o mais lento em um ano, o que liga um alerta para uma possível desaceleração.

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