O clima é de suspense após a divulgação da ata do Fed

A ata da última reunião do Fed acabou de sair do forno e acende o alerta dos investidores no mundo inteiro
Foto do presidente do BC dos EUA, simbolizando ata do Fed

Colocando interrogações na cabeça dos investidores, a ata do Fed veio para sinalizar que o futuro da economia americana está mais nublado do que o céu de Sampa.

Saiu a ata do Fed

Hoje (17), o Federal Reserve (Fed), que é o órgão regulador da economia americana, divulgou a ata de sua reunião no final de julho. Agora, com a publicação, os investidores já podem abrir o excel para planejarem à vontade sobre seus próximos passos.

De acordo com o tom do Fed, em sua próxima reunião de setembro, o clima ainda é de indecisão frente o cenário do país. Hoje, a taxa de juros está entre 1,5% e 1,75%, e as expectativas do mercado após a ata é que outros 0,5% entrem na conta. 

O que faz o Fed?

O Fed, que é o equivalente americano ao Banco Central brasileiro, é o responsável por definir os rumos da economia dos EUA. Desta forma, por representar a superpotência de Biden, quando o Fed fala, todos param para entender como o tabuleiro global ficará.

Para lidar com a inflação no país, o órgão fecha as portas de sua sala de reunião e bola a estratégia para manipular a taxa de juros. Ao fazer isso, no caso de decidir por uma elevação, o Fed pressiona a economia para baixo, com o intuito de conter a alta nos preços.

Na última reunião do órgão em 27 de julho, a elevação foi de 0,75%, representando a maior alta desde 1994. Contudo, apesar do Fed sinalizar que a inflação ainda esteja alta, pelo tom da ata, a expetativa é que novos indicadores saiam para que o cenário possa ser avaliado. Ou seja, a taxa ainda pode subir bastante.

Como isso afeta os investidores?

Atualmente, no patamar de 1,5% a 1,75% a taxa já atrai investidores de todo o mundo, uma vez que, ao estar mais alta, eleva a rentabilidade dos títulos do país. No entanto, caso um novo aumento ocorra, a tendência é que mais investimentos globais se dirijam aos EUA.

Nesse sentido, o esperado em situações de alta nos juros americanos é que os ativos mais arriscados, como as bolsas e criptomoedas pelo mundo, sofram. Portanto, caberá atenção aos próximo movimento do Fed, já que parece que, apesar de mais leve, os aperto ainda não acabaram.

Inscreva-se na nossa newsletter!