Nova ministra da Argentina traz pimenta à crise

Silvina Batakis, que é aliada de Kirchner, assume em um dos piores momentos para a economia do país nas últimas décadas
Bandeira da Argentina, simbolizando nova ministra

Desde que a nova ministra da Argentina sentou na cadeira da Economia que o país vive um clima ainda mais tenso de “vamos ver no que vai dar”.

Sob nova direção

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, indicou na noite de ontem (03) o novo nome a ocupar a chefia do seu Ministério da Economia. Silvina Batakis, aliada da vice-presidente Cristina Kirchner, é a nova responsável pelos rumos econômicos do país.

O movimento vem logo após Martín Guzmán, agora ex-ministro, pedir demissão no último sábado (02). Contudo, apesar da pronta indicação de Batakis, o país continua mergulhado na crise, e o novo nome levanta ainda mais o alerta do mercado.

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Como anda a Argentina?

O atual momento na vizinha do Brasil é de fazer o Messi rever seus planos de tirar férias em sua terra natal. Com a saída sem aviso prévio de Guzmán, o país, que vive a pior inflação dos últimos 30 anos, acaba tendo que lidar com uma clara instabilidade política.

Guzmán viajaría esta semana para negociar uma dívida bilionária com credores na França. No entanto, com a substituição, o clima de calote surge, já que Batakis é aliada da vice-presidente Kirchner, que já havia se oposto aos termos do pagamento.

Kirschner, que já foi presidente do país, também é uma forte crítica da redução de gastos públicos, estratégia que estava sendo usada pelo último ministro. Agora, com a nova aliada ideológica, a vice-presidente amplia a insegurança, que já é o termo do momento no país.

Como fica o futuro com a nova ministra?

Enquanto os rumos permanecerem turvos, fazendo com que os credores não tenham certeza que suas dívidas serão pagas, não resta muito à Argentina. Nesse sentido, novos empréstimos que poderiam dar uma ajuda ao país, parecem ficar cada vez mais distantes.

Com a crise da dívida a ser paga e com a inflação caminhando para os 70% até o final do ano, os “hermanos” têm um grande abacaxi para descascar. Portanto, só resta ao país ir tentando se organizar internamente com o novo ministério.

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