Inflação nos EUA sobe e atinge maior patamar acumulado desde 1990

O índice de preços ao consumidor já soma alta de 6,2% em 12 meses
Imagem de bandeira atrás de gráficos, simbolizando ata do Fed

A inflação dos preços ao consumidor nos Estados Unidos subiu mais uma vez em outubro e superou as expectativas. A informação foi divulgada hoje (10) pelo Departamento do Trabalho norte-americano.

Somente no mês passado, o índice geral de preços subiu 0,9%, acima das expectativas dos especialistas consultados pela Reuters, que previam uma média de 0,6%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, os preços avançaram 6,2%. Esta é a maior alta acumulada desde novembro de 1990. 

Além do índice de inflação geral, o Departamento do Trabalho calcula ainda o núcleo da inflação, que exclui os setores mais voláteis da economia — alimentos e energia. Este indicador saltou 0,6% em outubro e 4,6% no acumulado dos últimos 12 meses, o que também representa o maior avanço desde 1991.

Quais setores registraram as maiores altas?

Energia, moradia, alimentação e carros foram alguns dos setores que contribuíram para o avanço da inflação no país norte-americano. Os custos com energia, por exemplo, saltaram 4,8% em outubro e já acumulam um crescimento de 30% nos últimos 12 meses. 

Para conter a inflação, a expectativa é que o Federal Reserve, o banco central dos EUA, continue reduzindo a compra de ativos para desacelerar a economia.

Vale destacar que os Estados Unidos ocupam a 6ª posição entre os países do G20 com maior inflação acumulada em doze meses, segundo um levantamento do Trading Economics

No ranking, o Brasil aparece em 3° lugar, atrás somente da Turquia e Argentina. Na outra ponta, com os menores números, estão Japão, Arábia Saudita e Suíça. 

Inscreva-se na nossa newsletter!