Inflação nos EUA chega ao pior nível em 41 anos. E eu com isso?

O resultado de junho surpreendeu negativamente os analistas e deve impactar os investimentos globais
Imagem de cédulas de dólar, em frente a gráfico vermelho, simbolizando a inflação nos EUA

Cada dia que passa parece que o termo “recessão” deixa de ser um fantasma e começa a se materializar, e o dado da inflação nos EUA trazido pelo ADM vem apimentar esse medo.

Maior inflação nos EUA desde 1981

Nesta quarta-feira (13), o Departamento de Trabalho americano divulgou a situação da alta de preços no país em junho. De acordo com o levantamento, no mês passado, a inflação nos EUA subiu 1,3% na comparação com maio, já acumulando 9,1% de alta em 12 meses.

Apesar da alta já ter sido indicada pelos analistas, o resultado foi pior do que a previsão, que estimava alta de “apenas” 1,1%. Nesse sentido, o cenário dos EUA se complica ainda mais e pressiona o Fed, que é o banco central de lá, a ter que agir ainda este mês.

O que rolou?

Para quem ainda não se ligou, a inflação é justamente o nome que se dá à alta dos preços nos produtos e serviços. Desta forma, o resultado imprevisto de hoje na terra de Joe Biden demonstra que o custo de vida americano tem aumentado de forma preocupante.

Segundo o governo, o que mais puxou a inflação no mês foram os alimentos e a gasolina, itens que vêm sofrendo muito com o cenário global. Com isso, a expectativa não só por lá, mas em todo o mundo, é de que o Fed cumpra o que já indicou que fará.

Para que suspense ADM?

Nesse momento, o Fed, já deve estar se organizando para sua próxima reunião, que ocorrerá em 26 e 27 de julho. Lá, eles vão definir se haverá uma mudança na taxa de juros da economia americana, que é o instrumento usado também para conter a inflação.

No entanto, com os resultados ruins, o Fed não deverá escapar de ter que aumentar a taxa, hoje entre 1,5% e 1,75%. Caso aconteça, o custo dos empréstimos e financiamentos no país aumenta, o que deve forçar a redução do dinheiro em circulação, abaixando os preços.

Por outro lado, a alta na taxa de juros atrai os investimentos de todo o mundo para a renda fixa americana que fica mais rentável. Ou seja, caso a inflação impacte o Fed, o cenário dos ativos de risco como ações e criptomoedas, ficará mais apertado do que calça de sertanejo.

Inscreva-se na nossa newsletter!