Inflação no Japão chegou a 0,9% em fevereiro e é a maior em 30 anos

Enquanto isso, índice na Venezuela passa de 340%
foto do Japão

“Freeza! Por que você matou o Kuririn?”. Um minuto de silêncio, por favor, porque o índice de inflação em fevereiro no Japão é o maior em 30 anos ficando acima de 0,9%. 

Maluco! Que inflação é essa? 

Pois é, enquanto a inflação no Brasil passa de 11%, e acima de 8% na nação mais poderosa do mundo, os EUA, e de mais de 340% na Venezuela, o Japão vive a pior taxa inflacionária em 30 anos. 

De acordo com o Banco Central do país japonês, o percentual em fevereiro foi de 0,9%. 

Rapaz, se nem uma pandemia seguida de uma guerra foi capaz de elevar a inflação no Japão, nada mais consegue. 

Qual é o truque ninja do Japão para ter uma inflação tão baixa?

Segundo especialistas, um dos principais motivos é a falta de consumo. 

Pense. O que a maior parte das pessoas fazem quando sabem que os preços dos alimentos vão subir? Elas correm para o mercado na tentativa de aproveitar o preço ainda baixo dos produtos, certo?

Contudo, no Japão essa corrida não acontece. Isso porque os japoneses estão preocupados com o futuro, diz Hiroyuki Ito, economista japonês. 

Isso quer dizer que os japoneses sabem que o país está envelhecendo, e portanto, estão preocupados se receberão uma boa aposentadoria. Por isso poupam dinheiro ao máximo. 

Isso é ótimo, não é?

De acordo com alguns economistas, sim e não. A justificativa é que a baixa demanda, ou seja, o baixo consumo provoca uma baixa oferta. Afinal, por que produzir muito para quem compra pouco?

Desta forma, sem a necessidade de tanta produção, o Japão acaba ficando com uma economia que nem sobe e nem desce. Por óbvio, isso é excelente e ruim ao mesmo tempo, segundo analistas. 

Ainda, o Banco Central japonês tem como objetivo uma taxa de inflação em 2%, de acordo com o BC do país, esse seria um percentual considerado saudável para tentar estimular os japoneses a irem às compras.

A pergunta que fica é? Os japoneses estão preocupados em dominar o mundo ou já estão felizes com a alta qualidade de vida de seus cidadãos?

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