Inflação na Zona do Euro é a maior da história

Com o resultado divulgado, a região já saboreia um movimento do seu Banco Central não visto em 11 anos
Imagem com moedas da União europeia, simbolizando a inflação na zona do euro

Foram anos de tentativas de estímulo à economia do Velho Continente, mas agora, com a inflação pesada na Zona do Euro, talvez o único caminho seja mesmo abortar a missão. 

TOP 1 da história

Nesta terça-feira (19), a Eurostat, agência estatística da União Europeia, divulgou o péssimo resultado da inflação ao consumidor em junho por lá. De acordo com os dados do mês, no acumulado anual, os preços na Zona do Euro já enfrentam alta de 8,6%.

Nesse sentido, o resultado empurra a taxa de inflação na região para o pódio como a maior da história nos 19 países que utilizam o euro. Exalando um forte cheiro de recessão, os dados, agora, obrigam o Banco Central Europeu (BCE) a agir depois de 11 anos parado.  

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Vamos ao túnel do tempo…

Em 2011 o BCE realizava suas últimas elevações em suas principais taxas de juros. Contudo, de lá pra cá, os movimentos do órgão que comanda a política monetária da região foram só de redução, sendo que hoje, as taxas ou são negativas, ou muito próximas de 0%.

Na prática, as taxas de juros são as ferramentas dos BCs para  elevar ou reduzir a temperatura das economias. Nesse sentido, ao subir as taxas, o que está sendo sinalizado é que o “custo” do dinheiro deva aumentar, o que força a desaceleração do consumo.

E por que um governo faria isso? Explico. Com a inflação recordista na Zona do Euro, caso o dinheiro continuasse “barato”, o consumo continuaria facilitado. Por sua vez, isso manteria a inflação em alta, favorecendo um colapso ainda maior da economia em breve. Sacou?

Mas será que vai dar certo?

Apesar dos conflitos entre Rússia e Ucrânia pressionarem os preços, a política de estímulos durante a pandemia também contribuíram com a inflação. Portanto, agora, o BCE vai ter que lidar com o encarecimento do consumo em uma Europa já anestesiada por estímulos. 

Nesta quinta (21), o BCE reunirá seus membros para definir como ficarão as taxas de juros por lá. No entanto, mesmo com a quase certa alta depois de anos de paralisia, talvez a recessão não consiga ser um dos monstros derrotados pela Europa.

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