Inflação na Argentina chega a 6,7% só em março

Esse é o segundo maior índice de inflação no mundo
presidente da Argentina

O que será que deu errado na Argentina? Inflação no país hermano bateu 6,7% só em março, ficando com o segundo pior índice do mundo. 

Ave Maria, cheia de graça…

Maluco! Que história é essa? 

Pois é, a Argentina atingiu uma inflação de 6,7% em março, maior taxa de inflação para o mês em 20 anos.

Isso significa que os preços dos produtos e serviços argentinos em março foram os maiores para o mês passado em duas décadas. 

Assim, o país hermano garantiu lugar no pódio, ficando com o segundo pior índice de inflação do mundo, perdendo apenas para a Rússia, que está em guerra. 

Minha gente, nem a ‘póbi’ da Ucrânia foi tão mal.

Por que a Argentina está nessa ‘desgraceira’?

De acordo com economistas, há alguns fatores. Primeiramente, o país do Messi gasta mais do que deveria. 

Segundo o Banco Mundial, a Argentina tem uma das maiores cargas tributárias do mundo, mesmo assim, os governos hermanos gastam mais do que arrecadam. 

Diante disso, nossa vizinha incorre no segundo erro, que é emitir mais moedas para pagar seus boletos. 

Então, com mais dinheiro circulando na economia, mais impulsionadas a gastar as pessoas vão ficando. 

Ou seja, aumenta-se a demanda, sem contudo, aumentar a produção de produtos e serviços. Daí, tome aumento de preços. 

Porém, a população começa a pressionar os governos, que na tentativa de acalmar os ânimos, congelam os valores dos produtinhos nas prateleiras, de modo que, o vendedor não pode subir o preço. 

Aí você já entendeu tudo, sem a possibilidade de aumentar o custo da sua mercadoria, o produtor fica impedido de aumentar a produção. E como resultado, mais inflação… 

E o que a Argentina vai fazer agora? 

Ontem o Banco Central argentino anunciou mais uma elevação da taxa básica de juros, para 47%, visando frear os pedidos de empréstimos e a circulação do dinheiro na mão do povo.

Contudo, esse aumento é menor que o índice de inflação de 55,1% em 12 meses. 

Por isso, é possível que essa solução não seja muito eficaz. Não sem um corte de gastos do governo. 

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