Inflação na Argentina chega a 58% e é o maior nível em 30 anos

Controle de preços do governo é o maior responsável, dizem analistas
foto do presidente e vice da Argentina

A Argentina pode virar uma nova Venezuela? A inflação no país hermano atingiu 58% e já é a maior em 30 anos. 

De quem é a culpa da inflação na Argentina?

De acordo com o presidente da Argentina, parte da culpa é da guerra na Ucrânia. Isso porque o conflito no país ucraniano forçou o aumento de preços de alimentos, veículos, gasolina, gás, roupas, cama, mesa e banho.

Apenas no mês de abril, o índice de inflação chegou a 6%. Assim, somando as taxas dos últimos 12 meses, o país argentino chega a um nível de 58% de inflação. 

Ou seja, as pessoas estão pagando mais que o dobro do que pagavam quando iam às compras 30 anos atrás. 

A título de comparação, pense que os estadunidenses estão pagando cerca de 8% a mais do que pagavam 40 anos atrás. Desta forma, é possível ver que a diferença grita mais alto que a Pablo Vittar. 

Embora o governo argentino jogue parte da culpa nas costas do sr. Putin, líder da Rússia, e nas costas de Zelensky, presidente da Ucrânia, os analistas estão depositando a carga no colo do sr. Alberto Fernández e Cristina Kirchner, presidente e vice, respectivamente. 

Por que?

Ainda de acordo com os analistas, o controle de preços feito pelo governo da Argentina causou essa inflação tão elevada. 

Isso porque esse controle pode segurar a inflação no primeiro momento. Mas, com o passar do tempo, os produtores terão dificuldades em fornecer mais itens para abastecer as prateleiras dos supermercados. 

A explicação para isso é longa, porém imagine ser um produtor que tem uma alta carga tributária para pagar e não pode repassar parte dessa carga para o consumidor porque o governo proibiu você de subir o preço dos produtos que você vende. 

De duas uma. Ou você continua produzindo pouco, porque não tem dinheiro para aumentar a produção, ou você desiste de produzir. 

E é por isso que a inflação vai avançando, já que cada vez mais, menos itens são fabricados, e com menos oferta, mais alto fica o valor dos poucos que existem. 

E qual a solução?

Jejum e oração. 

Brincadeira. Mas deixar de interferir nos preços pode ser o primeiro passo. 

Outra maneira é elevar a taxa básica de juros do país, que atualmente é de 49% ao ano. Bem abaixo da taxa de inflação. Esse aumento pode fazer com que as pessoas peguem menos empréstimos no banco, e gastem menos, dando tempo para o produtor produzir.

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