Inflação de julho nos EUA fica em 0%

Com o resultado, os preços recuam e podem indicar que o Fed terá menos trabalho à frente
Imagem de Wall Street, simbolizando inflação dos EUA

Depois da inflação ficar negativa no Brasil, agora foi a vez dos EUA, apesar dos alimentos terem a maior alta desde 1979, apresentar inflação nula.

Inflação nos EUA congelada

Nesta quarta-feira (10), o Departamento de Trabalho americano divulgou que a alta dos preços em julho nos EUA deu uma desacelerada. De acordo com o órgão, a inflação no país se manteve estável, acumulando alta de 8,5% em um ano.

Portanto, agora, a inflação por lá fica mais leve na comparação anual após bater recordes em décadas, já que em junho acumulava 9,1% de alta. Além disso, com o índice ficando em 0%, o mercado acabou frustrado, ao prever que haveria uma alta de 0,2% nos preços.

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Me dá um cenário geral

Apesar da inflação ter perdido força, um dos itens avaliados na lista do índice, encarou um recorde negativo em julho. Isto porque, considerando somente os alimentos, em um ano, os preços subiram 10,9%, a maior alta desde maio de 1979.

Por outro lado, a gasolina, item que tem dado arrepios nos governos pelo mundo, caiu, recuando 7,7% no mês. Nesse sentido, no acumulado de 12 meses, o grupo de energia foi para 32,9% de alta, diferente dos 41,6% em junho.

Contudo, para uma análise menos contaminada com itens tão voláteis como alimentos e energia, é usado o “núcleo da inflação”. Para os demais itens, excluindo os que variam muito, a alta de 0,3% nos preços foi a menor desde março, acumulando 5,9% em um ano.

Mas por que devo prestar atenção nisso?

Basicamente, cada movimento da economia americana tem impacto nas ações do Fed, que por sua vez, afeta os investimentos ao redor do mundo. Ou seja, ao notar uma desaceleração nos preços, o banco central dos EUA poderá rever sua política de juros.

Isso porque, com uma inflação mais branda, o órgão teria como subir menos a taxa de juros, evitando novos apertos. Caso isso aconteça, os mercados internacionais ficariam mais aliviados, com as bolsas tendo melhores desempenhos, e dólar em tendência de queda.

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