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FMI pede US$ 50 bilhões para acabar com a pandemia

Fundo arregaça as mangas e diz que se o pessoal der um gás, o negócio está resolvido. Investimento seria destinado à iniciativas internacionais para promover a vacinação no mundo.
FMI
Imagem: REUTERS/Yuri Gripas

O Fundo Monetário Internacional, o FMI, está pedindo investimentos de pelo mais US$ 50 bilhões de dólares para acabar com a pandemia.

Primeiramente, com todo respeito, boa tarde. Segundamente, quem?? 👀

A regra número 1 para o megainvestidor, Warren Buffett, é: “nunca perca dinheiro”. Não precisa ser muito experiente no mundo dos investimentos para perceber o quanto essa regra é óbvia e importante.

Os caras surgiram em 1944, ainda às cinzas da Segunda Guerra Mundial, com o intuito de facilitar a cooperação econômica entre os grandes países do mundo estremecidos pela guerra. Desde então o FMI tem tido protagonismo em diversas áreas no cenário econômico mundial, mas definitivamente ficou conhecido no Brasil nos tempos de Fernando Henrique Cardoso por seu papel como credor e financiador das economias emergentes.

O FMI disse que espera pelo menos 40% da população mundial vacinada até o final do ano. Então, acelera aí, piloto.

Até aqui, cerca de apenas 9,5% da população mundial foi vacinada segundo a Our World in Data.

Mas não é só preocupação de mãe, não. Os relatórios do FMI preveem que os US$ 50 bilhões investidos para acabar com essa fuleragem poderiam gerar até US$ 9 trilhões de dólares de retorno para a economia global.

Aí, eu acho que tá valendo a pena, né não?

O galo bilionário seria destinado ao aumento da COVAX, que é uma parceria internacional que visa promover igualdade na distribuição de vacinas pelo mundo. A meta é que a COVAX cobrisse 30% do planeta.

Além disso, o FMI quer mais testes e mais produção de vacinas ao redor do mundo. Show, FMI, a gente também.

Mas aí é brabo. Um vai no banheiro, outro já pega o telefone; tem aquele que mete logo que está passando mal, e você fica na mesa com a pergunta: “quem vai pagar a conta?”

O FMI diz que US$ 15 bilhões já tem, vindos de bancos de desenvolvimento, como o Banco Mundial. Eles garantem ainda que vão continuar ajudando países a financiarem a vacina. Os outros 35 poderiam vir de doações públicas, privadas ou multilaterais.

Isso tudo vem justamente quando os EUA e União Europeia discordam sobre a estratégia das vacinas. EUA, tipo Tesla, assinaram para liberar a patente das vacinas; enquanto, a UE diz que bom mesmo é focar em exportar mais para agilizar o processo.

Gasta a brisa aí: qual das duas estratégias é mais eficiente na sua opinião?

Exportar mais e mais rápido como a União Europeia, ou liberar a patente para que outros países possam começar a produzir?

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