Fed sinaliza que deve haver novo ajuste na taxa de juros dos EUA

A ata do órgão americano deixou claro o tom de pessimismo para a economia do país
Imagem de bandeira atrás de gráficos, simbolizando ata do Fed

Com o dólar já escalando ao patamar de R$ 5,42 por volta das 16h, a ata do Fed veio para trazer ainda mais temor de que a situação à frente não deverá ser muito simpática.

O Fed abriu o jogo

Na tarde desta quarta-feira (06), o Federal Reserve (Fed), que é o órgão regulador da economia dos EUA, divulgou a ata de sua última reunião. Portanto, com a publicação, o mundo já pode especular à vontade sobre o futuro da política monetária americana.

De acordo com o Fed, em sua próxima reunião ao final de julho, é bem provável que haja um aumento da taxa básica de juros do país em mais 0,5% ou 0,75%. Nesse sentido, caso a elevação seja confirmada, o tabuleiro da economia global acabará ainda mais mexido. 

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Qual o poder do Fed?

O Fed, que é o equivalente americano ao Banco Central brasileiro, é o responsável por definir os rumos da economia por lá. Desta forma, por representar uma superpotência como são os EUA, cada movimento do órgão tem impacto direto em todos os mercados globais.

Ao declarar que a inflação tem dado trabalho, o Fed sinalizou que deverá subir ainda mais a taxa de juros do país, hoje na faixa de 1,5% a 1,75%. No dia 15 de junho, o órgão já havia feito uma elevação de 0,75%, representando o maior aumento desde 1994.

Atualmente, neste patamar, a taxa dos EUA já atrai investidores de todo o mundo, uma vez que ao estar mais alta, eleva a remuneração dos títulos do país. No entanto, caso o aumento se concretize, a tendência é de ainda mais atração do capital global.

Por que o aumento deve acontecer?

De acordo com dados da economia americana, em maio, a inflação no país atingiu 8,6%, o maior patamar para o índice em 40 anos. Sendo assim, é justamente a inflação histórica que tem motivado o Fed a empurrar para cima sua taxa de juros. 

Ao fazer isso, o órgão encarece o consumo, ao aumentar o custo de empréstimos, o que reduz a circulação de dinheiro, puxando, de novo, a inflação para baixo. Contudo, parece que no cenário atual, o Fed ainda precisará lutar e muito com os preços altos no país. 

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