Fed aumenta taxa de juros dos EUA, de novo

Com mais uma elevação, o órgão se movimenta para conter a inflação recordista no país
Imagem de bandeira dos EUA em prédio, simbolizando aumento da taxa de juros do Fed

Pela quarta vez seguida no ano, o Fed coloca na mesa a carta “aumento da taxa de juros” criando mais um rebuliço na partida da economia global.

Atenção jogadores

Nesta quarta-feira (27), o Federal Reserve (Fed), que é o banco central da terra de Joe Biden, divulgou o resultado de sua última reunião. De acordo com o comunicado do órgão, a taxa básica de juros da economia americana sobe mais 0,75 ponto percentual.

Com o aumento, a taxa agora encontra-se na faixa entre 2,25% e 2,50%. Nesse sentido, este último movimento de alta se iguala ao de junho, quando o Fed também aumentou em 0,75 pp a taxa, representando o maior reajuste desde 1994 e sinalizando um cenário complexo. 

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Não sendo privilégio dos EUA, os movimentos das taxas de juros dos países configuram um dos principais sinalizadores de seus cenários econômicos. Isto porque, a manipulação nas taxas tem tanto o poder de mexer na inflação, quanto o de ditar investimentos.

Desta forma, à medida que os juros aumentam, o custo dos financiamentos e empréstimos nos países também aumenta. Ou seja, os bancos centrais sinalizam aos mercados que o dinheiro está “mais caro”, forçando empresas e consumidores a pisarem no freio.

Uma vez que o consumo reduz, a circulação do dinheiro também diminui, fazendo com que a inflação, que é a alta nos preços, recue. Portanto, sempre que ouvimos falar em aumento de juros, devemos ligar a tecla SAP e traduzir para “eita, a inflação tá barril”.

Como será a próxima rodada?

Assim, com a carta que o Fed jogou na mesa, dá para imaginar o poder que a inflação por lá apresenta. Para contar o resumo da fofoca, os EUA enfrentam a sua pior inflação em mais de quatro décadas. Entendeu o drama?

Por outro lado, a alta nos juros terá o poder de atrair investimentos de todo o mundo para a renda fixa americana que ficou mais rentável. Ou seja, agora, o cenário dos ativos de risco, como ações e criptomoedas, tende a ficar mais duro. Oportunidade ou game over?

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