EUA apreendem mais de US$ 1 bi em criptomoedas usadas para fins ilícitos

Essa grana toda foi apreendida somente neste ano e já é 10 vezes maior do que em 2020
EUA apreendem mais de US$ 1 bi em criptomoedas usadas para fins ilícitos

A Receita Federal dos Estados Unidos já apreendeu US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,2 bilhões) em criptomoedas desde o início deste ano, de acordo com um relatório do canal norte-americano CNBC. Este dinheiro, que era utilizado para fins ilícitos, é quase dez vezes maior do que todo o valor captado durante o ano passado.

“No ano fiscal de 2019, tivemos cerca de US$ 700.000 em apreensões de criptomoedas. Em 2020, era de até US$ 137 milhões. E até agora em 2021, estamos em US$ 1,2 bilhão",

afirmou Jarod Koopman, diretor da unidade de cibercrime da Receita Federal dos EUA, em entrevista à CNBC.

Como também acontece no Brasil, as criptomoedas – ou bens materiais – apreendidas pelos órgãos públicos são utilizadas em leilões. 

Isso aconteceu, por exemplo, quando o governo dos EUA derrubou o site de produtos ilícitos Silk Road e leiloou as moedas digitais que foram apreendidas na operação. O site, considerado o maior mercado online de drogas e armas de fogo do mundo, utilizava as criptomoedas como principal fonte de pagamento.

Até o momento, no entanto, ainda não há mais informações sobre como as moedas levantas neste ano serão ofertadas. 

O uso das criptos para operações ilegais é comum em todo o mundo. Prova disso é um levantamento divulgado neste mês pela empresa de pesquisa Chainalysis.

O estudo mostrou que endereços chineses de criptomoedas transferiram mais de US$ 2,2 bilhões para contas voltadas às atividades ilícitas entre abril de 2019 e junho deste ano.

“Por que as criptos são tão utilizadas para práticas ilícitas, Adm?”

Como já deu para perceber, as criptos são bastante usadas para atividades criminosas. Isso ocorre porque essas moedas são difíceis de regulamentar. Afinal, esse mercado é descentralizado.

Isso significa que, na prática, as criptomoedas não são reguladas por governos, bancos ou empresas, como ocorre com as moedas tradicionais, como o dólar ou o real, por exemplo. 

Além disso, é possível comprar, enviar ou receber esses ativos sem precisar de nenhum intermediário, como uma transferência bancária ou um PIX.

Por conta disso, elas são bastante utilizadas para lavagem de dinheiro ou para compra de produtos ilícitos. Tenso, né?!

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