Confiança dos consumidores nos EUA cai mais uma vez

É a terceira vez consecutiva que o índice retrocede, e isso importa para toda a economia global
Imagem da bandeira dos EUA, simbolizando confiança dos consumidores

Com a confiança dos consumidores americanos apresentando mais um sinal de economia fraca, o tom da reunião de amanhã do Fed poderá vir mais agressivo do que se imagina.

Ladeira a baixo

O Conference Board (CB), que é uma organização internacional referência em avaliar a produtividade de mercados, divulgou nesta terça-feira (26) os dados sobre a confiança dos consumidores americanos para julho.

De acordo com a entidade, o número recuou 2,7 pontos neste mês, caindo de 98,4 para 95,7. Assim, essa é a terceira queda consecutiva do índice que é um importante agente de futurologia para a economia dos EUA. 

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O que a confiança dos consumidores quer dizer?

Em resumo, o índice traz um retrato de como os consumidores relacionam sua capacidade de comprar com o cenário do país. Desta forma, à medida que o índice cai, os consumidores sinalizam estarem cada vez mais pessimistas quando olham para seus bolsos.

Ou seja, com os consumidores ficando mais tímidos, as empresas vendem menos, investem menos e toda a economia cai junto. Portanto, a tendência de queda no índice é mais um dos sinais revelando que a economia americana, provavelmente, retrairá em breve.

O pessimismo vai continuar?

Além da confiança geral dos consumidores, o órgão disse que as expectativas de longo e curto prazo dos americanos também pioraram. Nesse sentido, todo o cenário negativo pressiona ainda mais o Fed, que é banco central dos EUA, a vir agressivo em seu comunicado de amanhã (27).

Apesar de autoridades do Fed já sinalizarem que a taxa de juros deverá subir novamente, os dados por lá podem deixar o tom ainda mais duro. Sendo assim, a taxa, que já carrega três elevações consecutivas, muito provavelmente enfrentará a sua quarta.

De acordo com analistas, a taxa, que hoje está entre 1,5% e 1,75%, deverá subir mais 0,75 pontos amanhã. No entanto, diante do clima frio da economia e inflação ainda alta, já tem gente pensando em uma alta maior, atraindo ainda mais os investimentos globais aos EUA.

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