Câmara dos EUA aprova aumento do teto da dívida para evitar calote

Sem entrar pro time dos caloteiros, EUA vai poder “respirar” até dezembro
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A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou nesta terça (13) o aumento temporário do teto da dívida do país. Isso foi feito para evitar um calote que teria grandes consequências nos mercados de todo o mundo.

Um “calote”, como sabemos, é basicamente quando alguém não paga suas contas. Um calote da dívida pública, nesse contexto também chamado de “default”, tem consequências como o não pagamento da remuneração sobre títulos públicos emitidos pelo governo, por exemplo.

Esse quase-calote está ocorrendo poucos dias antes de o país não poder mais pagar empréstimos pela primeira vez na história! E a aprovação foi acirrada: 219 votos a favor (democratas) e 206 contra (republicanos).

Segundo a secretária do Tesouro Americano, Janet Yellen, sem a medida provavelmente ocorreria uma recessão nos EUA ainda neste mês de outubro. Isso porque o governo não teria verba para pagar suas contas e isso seria o estopim para um calote “sem precedentes”.

Os EUA, assim como tantos países, têm os gastos maiores do que o arrecadado, tornando necessário que o país empreste dinheiro emitindo títulos públicos, por exemplo, que são investimentos considerados seguros – o teto da dívida, no entanto, é definido pelo congresso.

Com esse aumento do teto, a expectativa é que as despesas do governo sejam pagas até 3 de dezembro, segundo a presidente da Câmara, Nancy Pelosi.

Nessa data, o prazo do orçamento atual do governo também termina e se não houver um novo financiamento aprovado pelo Congresso até lá, pode rolar a paralisação das atividades federais por questões de verba.

Existem dois termos que nesse contexto podem fazer sentido: shutdown, que é essa paralisação que pode ocorrer, e default, que é o não pagamento da remuneração sobre esses títulos de dívida pública emitidos pelo governo.

Vale dizer que as medidas em relação ao teto da dívida dos EUA não permitem novos gastos do governo, mas permitem que o Departamento do Tesouro pague as verbas que o Congresso já havia aprovado anteriormente.

O teto da dívida será aumentado em US$ 480 bilhões, segundo o que prevê o texto. Atualmente, o endividamento americano está em cerca de US$ 28,4 trilhões e poderá aumentar para algo próximo a US$ 28,8 trilhões.

Agora, o texto vai para a aprovação do presidente Biden (sanção presidencial) e a expectativa é de que isso já ocorra hoje (13).

Foi quase, em EUA?

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