Banco Central britânico eleva juros e admite o pior em breve

Após a maior elevação na taxa de juros dos últimos 27 anos, o BoE jogou a toalha sobre a recessão
Cidade da Inglaterra com um ônibus vermelho na rua, simbolizando juros do Banco Central britânico

Entregando a sexta alta consecutiva na taxa de juros, o Banco Central britânico não só admitiu a recessão, mas entregou seu tempo de duração.

Mais juros? O Banco Central britânico diz que sim 

O Bank of England (BoE), que é o irmão inglês do Banco Central brazuca, disse ontem (04) que elevou em 50 pontos base os juros da economia britânica. Desta forma, passando pela maior alta desde 1995, a taxa vai para 1,75% no Reino Unido.

Além do aumento ser o maior em 27 anos, o nível a que a taxa chegou também foi recordista, pelo menos desde o final de 2008. Contudo, apesar do mercado já ter previsto a alta, o que surpreendeu mesmo foi o BoE ter revelado as expectativas de recessão por lá.

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Como é uma recessão?

Antes de contar toda a fofoca sobre o Reino Unido, vamos à temida recessão e o porquê dela não ser apenas uma “simples” crise. Primeiramente, quando queremos identificar recessões o que precisamos observar, além dos danos, é o tempo e a extensão do caos.

Nesse sentido, um país já em crise fica em alerta sobre o status maldito se a sua economia entrar de forma segura em contração. Ou seja, caso vários indicadores como renda, emprego, produtividade e outros caiam de uma vez, o bicho pega e todos enlouquecem.

No entanto, para configurar uma recessão de fato, a duração desse quadro clínico não pode ser curta. Por exemplo, com o PIB de um país contraindo em um trimestre, isso seria uma crise. Dois trimestres seguidos? Recessão técnica. A partir daí, não tem mais conversa. 

Mas, e cinco trimestres?

Pois foi esse o período de contração que o banco central britânico declarou que a economia do Reino Unido passará. De acordo com o órgão, a quebradeira já começaria no último trimestre deste ano, tornando-se a mais longa recessão desde a crise financeira de 2008.

Com a inflação no Reino Unido sendo a pior em mais de quatro décadas, o BoE realizou sua sexta elevação seguida na taxa. Porém, com os esforços de esfriar a alta nos preços, o esfriamento da economia acaba sendo um efeito colateral sem escapatória.

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