As ameças da China aos EUA e Taiwan deram no quê?

Com Pelosi deixando Taiwan hoje (03), o tabuleiro geopolítico fica confuso com sanções já em execução
Imagem de bandeira dos EUA ao lado da Bandeira da China, simbolizando conflito em Taiwan

Diante do filme protagonizado por China e EUA, tendo Taiwan como coadjuvante, as atenções do público ficam voltadas para o clímax. Mas como está o desenvolvimento dessa história?

Estrelando China, EUA e Taiwan: “A viagem”

A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, deixou Taiwan na manhã desta quarta-feira (03), após a polêmica viagem de ontem. Contudo, mesmo com a curta estadia na ilha, a passagem da congressista foi suficiente para deixar muita gente estressada.

Recordando a treta, tudo começou com a reação nada simpática da China ao saber que os EUA visitariam oficialmente Taiwan. Nesse sentido, a visita foi encarada como uma provocação americana, gerando ameaças firmes dos chineses para todos os lados.

Leia mais:

China, EUA e Taiwan protagonizam sérias tensões militares

Copom entra na sala para definir futuro da Taxa Selic

Elevou o tom

Apesar da visita da segunda na linha de sucessão ao “trono” americano ter sido surpresa, ela já estava no radar da China, que não perdeu tempo para responder. Para se ter noção da gravidade, o tom subiu e até acusações sobre violação de soberania territorial rolaram.

De acordo com o governo chinês, os americanos deliberadamente quiseram criar o caos, impactando de forma severa as relações entre os países, afirmando que “os EUA pagariam o preço”. No entanto, as ameaças não ficaram restritas ao reino de Joe Biden.

Por outro lado, como já era de se esperar, o tom de repúdio se estendeu  a Taiwan, que desde ontem já ouve as turbinas dos caças chineses. Além disso, uma série de sanções se amplificaram após a visita, jogando não só a ilha, mas o mundo todo, em uma zona de alerta.

Cão que late, morde? 

Nesta quarta, a China suspendeu a importação de frutas e pescado, além de sua exportação de areia natural a Taiwan, matéria-prima essencial na produção de chips, indústria que a ilha dominou, sendo responsável por mais da metade de todo o fornecimento global.

Contudo, para os EUA, as ameaças ainda estão restritas à retórica, tornando imprecisa uma análise dos impactos. Porém, uma coisa não há como negar: independente de ficar no gogó, as ameaças chinesas elevam ainda mais o tom de crise entre as duas maiores potências do mundo.

Inscreva-se na nossa newsletter!