Argentina anuncia imposto sobre ‘ganhos inesperados’ de empresas

Alíquota será cobrada sobre ganhos acima de 1 bilhão de pesos argentinos
foto do presidente da Argentina

Qual será o índice de inflação no país vizinho no fim do ano? Visando aumentar o poder de compra dos seus cidadãos, o governo da Argentina anuncia imposto sobre ‘ganhos inesperados’ de empresas. 

O que está pegando na Argentina?

O país do Messi está vivendo uma inflação de 55,1%, e é o segundo país do mundo que mais viu o preço dos seus produtos e serviços subirem, perdendo apenas para o país do sr. Putin, que anda um pouco ocupado depois de declarar uma guerra. 

Em razão disso, o governo argentino anunciou ontem à noite um imposto sobre ‘ganhos inesperados’, termo utilizado pelo próprio presidente, Alberto Fernández. 

De acordo com o presidente, é necessário que grandes empresas contribuam para gerar mais desenvolvimento e igualdade. 

Como isso vai funcionar?

Segundo o ministro da economia da Argentina, Martín Guzmán, uma alíquota sobre valores excedentes a receita anual de 1 bilhão de pesos argentinos será estabelecida. 

Para se ter uma noção do quanto isso representa, a quantia equivale a pouco mais de R$ 40 milhões de reais. 

Contudo, nas palavras do ministro, “se essa renda inesperada for canalizada para o investimento produtivo, o valor da contribuição será menor”. 

Ou seja, se o empresário reinvestir esse valor adicional para produzir ainda mais, vai poder pagar um pouquinho menos de imposto. Porém, não há como fugir da cobrança. 

Quais são os planos do governo com o dinheiro do imposto?

A ideia é aumentar o auxílio pago pelo governo para os aposentados e trabalhadores sem renda formal, para que assim, o poder de compra da população também cresça. 

Isso pode funcionar?

No curto prazo vai funcionar muito bem. Os argentinos serão capazes de comprar um pouco mais já que receberão um valor maior de auxílio. 

Mas, no longo prazo, o caldo azeda. Isso porque, o país pode deixar de ser interessante para as empresas, sobretudo as estrangeiras que podem sair da Argentina e se estabelecer em outro território, um que de preferência não cobre impostos sobre ‘ganhos inesperados’. 

Além disso, se algum empresário gringo pretendia abrir uma filial no país hermano, é provável que ele desista. 

Com isso, haverá menos produção de produtos e serviços, e de nada vai adiantar a população ter mais dinheiro para comprar, já que haverá pouca oferta, e como resultado, mais inflação, e mais aumento de preços. 

E aí? Taxar empresas é um tiro no pé ou não?

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