Agora é a vez de Biden propor redução no imposto sobre a gasolina

Assim como Bolsonaro, o presidente americano que coçar o bolso do governo para tentar resolver a crise.
Imagem do presidente Bide, representando redução na gasolina

Desde que Bolsonaro afirmou estar maravilhado com Joe Biden na Cúpula das Américas, no início do mês, que os presidentes parecem viver a fase do espelhamento no namoro. E agora, Biden quer mostrar como sua gasolina é parecida com a do seu par brasileiro.

A gasolina de Biden à preço de banana

Nesta quarta-feira (22), o presidente dos EUA, Joe Biden, entregou ao Congresso americano uma proposta para reduzir o imposto sobre a gasolina. Segundo a Casa Branca, a redução será para conter a “dramática alta” que afeta as famílias por lá.

A proposta é de que a redução no imposto, que é federal, aconteça até o mês de setembro. No entanto, há ainda no pedido, uma orientação para que os estados também se empenhem em aplicar isenções da mesma natureza nos impostos de sua responsabilidade.

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Bolsonaro curtiu isso

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, olhou para essa notícia vinda da terra do Walt Disney com uma leve sensação de dejavu. Isso porque, por aqui, há uma proposta idêntica para contornar a alta nos preços dos combustíveis, só que através da limitação do ICMS.

A passo que no Brasil as eleições presidenciais batem à porta, para os EUA, este ano também será de eleições, contudo para o legislativo. Os presidentes, portanto, correm contra o tempo para amenizar críticas e demonstrarem força na condução da crise. 

A situação é grave nos EUA?

Na prática, o preço médio da gasolina por lá chegou, neste mês, ao recorde de US$ 5 a cada galão, que equivale a 3,78 litros. Há 12 meses, o preço no combustível era menor, chegando o galão a custar, em média, US$ 3.

A proposta pretende uma redução, nos próximos 3 meses, de 18 centavos no preço da gasolina, além de 24 centavos para o diesel. De acordo com a projeção, o custo da isenção deverá ficar por volta dos US$ 10 bilhões, dinheiro que seria destinado a um fundo de infraestrutura do país.

Apesar da proposta, o próprio Biden assumiu que a redução não seria suficiente para resolver a parada. Contudo, a redução poderá sinalizar aos americanos a tentativa do presidente de agir, e, de quebra, melhorar sua popularidade, hoje abaixo de 40%.

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