Onde guardar dinheiro: conheça as melhores opções

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Muitos se perguntam qual é o melhor lugar para se guardar dinheiro.

Mas o que é “guardar”, propriamente? Para fazer a melhor escolha de onde deixar seu dinheiro, é necessário que você saiba quais objetivos você tem ao guardá-lo. Uma vez que os objetivos estiverem claros, a escolha acaba se tornando mais natural.

Diante disso, a The Compass preparou este artigo para te auxiliar nessa escolha!

Por que guardar dinheiro?

A palavra “guardar” pode remeter aos avós que guardavam o dinheiro debaixo do colchão, né?

Entenda que o “guardar” a que nos referimos aqui é o famoso “poupar“, no sentido de não realizar gastos e salvar este dinheiro com você.

Vale ressaltar: com “poupar”, não queremos dizer “colocar tudo na poupança”, em?

Qual o problema de guardar dinheiro no cofrinho de casa?

Um ponto muito importante de entender é que não basta você guardar o dinheiro embaixo do colchão ou em um cofre secreto. Isso porque o dinheiro vai perdendo seu valor com o tempo devido à famosa inflação.

Ou seja, se você deixá-lo nesses lugares, na prática, está perdendo grana!

Se eu guardar R$ 100,00 em 2021 no meu cofre, por exemplo, os 100 reais continuarão lá, mas a inflação nos preços vai depreciar o valor desses R$ 100,00 que, em 2023, não poderão comprar as mesmas coisas que comprariam em 2021. É só ver o caso do kinder ovo, que hoje vale  “rios de dinheiro”. 

Isso acontece porque a inflação faz os preços das coisas aumentarem. Se o seu dinheiro guardado não está se multiplicando, no mínimo, proporcionalmente ao aumento dos preços (inflação), então você está perdendo dinheiro na prática.

4 opções para guardar seu dinheiro

Uma vez a par de seus objetivos e sabendo que o mínimo para não ficar no prejuízo é “bater” a inflação, fica mais fácil encontrar lugares onde deixar o seu dinheiro que façam sentido!

Como a maioria dos casos contempla buscas de lugares seguros para deixar o dinheiro, como uma reserva de emergência, é recomendado buscar investimentos de renda fixa.

Alguns exemplos:

1. Títulos de renda fixa atrelados à inflação

Aqui, os exemplos mais clássicos são:

  • Tesouro IPCA+
  • Outros títulos do tesouro direto

Os títulos do tesouro direto são, resumidamente, títulos de dívida pública. Ou seja, na prática, quando você compra um desses títulos, estão emprestando dinheiro para o governo.

A maior parte dos fundos de renda fixa também investe seu patrimônio em títulos de dívida pública, porém, a depender de sua composição, eles podem ser mais arriscados do que os títulos da renda fixa.

Os títulos do tesouro geralmente são mais vantajosos quando se quer fazer uma reserva segura devido ao investimento mínimo (que, no Tesouro, gira em torno de R$ 30) e à taxa administrativa que, no caso do Tesouro, geralmente são de apenas 0,3% ao ano.

Existem ainda títulos prefixados, que no caso de objetivos de médio e longo prazo fazem bastante sentido. Nesse tipo de título você, na hora da compra, já tem informações como a remuneração e a data em que poderá retirá-lo com a remuneração contratada.

A vantagem desses títulos é que, devido à menor liquidez (ou seja, você não retira a hora que quer e sim na data prevista) e ao tempo maior que ficam guardados, a remuneração costuma ser maior também.

Mas é importante lembrar: caso retire antes do prazo, a remuneração é comprometida!

CDBs: Certificados de Depósito Bancário

Os CDBs são emitidos por bancos e instituições financeiras com objetivo de captar dinheiro e, com isso , oferecer crédito aos seus clientes.

Uma das principais vantagens destes títulos é a alta liquidez, tornando possível resgatar dinheiro muitas vezes no mesmo dia em que foi solicitado. Esse tipo é interessante, portanto, para reservas de emergência ou de oportunidade, por exemplo.

Adm explica

Vale lembrar que os títulos de renda fixa privados em geral possuem maior risco por não haver dependência com o governo – diferentemente dos títulos do Tesouro – e que bancos pequenos trazem um risco ainda maior.

  • Independente disso, existe o Fundo Garantidor de Crédito, que é um fundo que “cobre” investimentos de até R$ 250 mil por pessoa por instituição financeira em casos de recuperação judicial ou falência do banco, por exemplo.

CDBs também são ótimas opções para quem quer ter uma reserva de oportunidades. Isso fica claro em momentos de crise, nos quais muitos ativos passam a ser “mal precificados”, apesar de não perderem seu valor e seus fundamentos.

Nesse momento em que os ativos estão “baratos”, é interessante ter um dinheiro em caixa disponível para aproveitar as oportunidades. Como são momentos pontuais e podem ser períodos curtos, a liquidez é importante para poder resgatá-lo rápido.

Adm relembra:

Vale lembrar, também, que todos esses investimentos estão sujeitos à tributação, ou seja, imposto de renda. A média varia conforme o título e em geral costuma ser menor para aplicações mais longas para o Tesouro (com mais tempo entre o depósito e o resgate).

Letras de Crédito (LCIs e LCAs)

LCIs são letras de crédito imobiliário e LCAs são letras de crédito do agronegócio. Além dessas, existem também letras de crédito que podem ser atreladas à inflação e possuir parte de sua remuneração fixa e parte acompanhando a evolução do IPCA.

Tratam-se de títulos parecidos com o CDB, mas cujos recursos são empregados apenas para o setor imobiliário e agronegócio.

Além disso, a liquidez costuma ser muito menor do que CDBs, ou seja, geralmente demora pra você conseguir resgatar o dinheiro investido lá. São poucas as LCIs e LCAs com liquidez diária, ao contrário dos CDBs.

Previdência privada

Quando se pensa em aposentadoria, a previdência privada é uma opção que não te deixa dependente do governo para esse objetivo. Ela tem duas fases: a de acumulação e a do benefício.

A primeira, como o próprio nome diz, é o momento em que você está optando por separar uma parte de sua renda para aposentadoria e essa parte vai para o plano da previdência.

Geralmente, as pessoas separam cerca de 10% ao mês para isso. A instituição responsável pela sua previdência, então, aplica os valores recebidos mensalmente em vários tipos de investimentos.

A segunda parte, o benefício, é o momento em que você pode retirar todo o patrimônio acumulado: de uma vez só ou receber em parcelas mensais – geralmente acordadas em contrato.

No primeiro caso, pode ser visto como um investimento com objetivos pontuais de médio ou longo prazo, a depender de suas possibilidades, como comprar um imóvel por exemplo. 

Outra opção é retirar o dinheiro e reinvestir em algo que gere uma renda recorrente, que pode ser vista como uma aposentadoria propriamente.

Tipos de previdência privada

Existem dois tipos de previdência privada, o VGBL e o PVBL. Resumidamente, a diferença entre esses dois tipos é na declaração do imposto de renda (embora ambos sejam regulados pelo mesmo órgão, a SUSEP – Superintendência de Seguros Privados e possam ser contratados nas mesmas instituições).

Quais são os tipos de declaração do imposto de renda?

Quando se fala de imposto de renda (IR), existem dois tipos de declaração: o modelo simplificado e o modelo completo.  

  • O modelo simplificado é mais comum para pessoas que não possuem dependentes, têm poucas despesas dedutíveis (ou seja, sujeitas a desconto de imposto de renda) e somente uma fonte de renda.

  • O modelo completo faz mais sentido para as pessoas que têm dependentes, muitas despesas dedutíveis (ou seja, sujeitas à tributação) com saúde e educação, mais de uma fonte de renda, etc.

A diferença no desconto é que no modelo simplificado o desconto padrão é de 20% sobre a base de cálculo do imposto, sendo limitado o desconto a R$ 16.754,34. Já na declaração completa não há limite, sendo o desconto baseado nos gastos dedutíveis da pessoa.

Sabendo essas diferenças, vamos voltar aos tipos de previdência privada!

  • VGBL

Sigla para Vida Gerador de Benefício Livre, este é o plano de previdência privada recomendado para quem faz a declaração do IR no modelo simplificado.

Nessa aplicação, os valores colocados ao longo do ano não podem ser descontados do Imposto de renda daquele ano, mas sim no momento em que o valor investido for resgatado. E o valor pago em impostos incide sobre os rendimentos e não sobre o valor total acumulado ali.

  • PGBL

Sigla para Plano Gerador de Benefício Livre, é o indicado para quem declara o imposto de renda no modelo completo, já que ele poderá descontar do imposto o valor investido no plano de previdência ao longo do ano da declaração.

emoji nerd

Vale lembrar que, mesmo assim, no momento em que a pessoa for resgatar o investimento, ela pagará imposto sobre os rendimentos E sobre o total investido.

Assim, uma vez tendo clareza de seus objetivos ao guardar dinheiro, você pode escolher onde deixá-lo e traçar planos para se organizar e alcançar cada um deles! 

Bora sair da teoria?

E já que você chegou até aqui, fique com essas dicas maravilhosas de artigos para aumentar seu conhecimento:

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