De olho nos desbancarizados, fintech oferece cartão de marca própria para varejistas locais

Um estudo do Instituto Locomotiva mostrou que 10% dos brasileiros adultos não têm conta em banco
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Andre Villas, Co-CEO da Uze (Foto: Divulgação/Uze)

Imaginar como seria a vida sem bancos digitais e sem o nosso queridíssimo Pix não é uma tarefa fácil. No entanto, essa é uma realidade de cerca de 34 milhões de pessoas Brasil afora.

O número representa a quantidade de pessoas em idade adulta que não têm uma conta bancária ou que a usam com pouca frequência, segundo dados do Instituto Locomotiva. De olho em facilitar a vida dos desbancarizados, como são chamadas essas pessoas, a Uze surgiu.

A fintech, que nasceu em Salvador, na Bahia, foi criada para conectar varejistas regionais com as pessoas que não tem acesso às contas tradicionais de bancos.

Adm Explica

Fintech é uma fusão entre os termos financial e technology. Basicamente, essas são empresas que misturam inovação e serviços financeiros.

Para entender melhor essa história, a The Compass conversou com o André Vilas, Co-CEO da Uze. O bate-papo rendeu insights bastante interessantes sobre empreender em um segmento pouco explorado. Confira!

Carnê digital?

Você se lembra ou já ouviu falar sobre o antigo carnê de loja? Há alguns anos, essa era uma das principais soluções do mercado de financiamento ao varejo.

Porém, os anos passaram e as coisas mudaram. Foi justamente por meio da análise desse mercado que um grupo de executivos decidiu desenvolver serviços capazes de atender aos varejistas e aos desbancarizados.

"A Uze nasceu olhando esse ecossistema: o público que não tem acesso aos serviços financeiros, os varejistas que são negligenciados em crédito, a cadeia de fornecedores deles e os colaboradores dessas empresas",

explica o Co-CEO da Uze em entrevista à The Compass.

 

Bom para um e bom para o outro

Depois de funcionar como um parceiro de vendas de bancos e instituições financeiras, a Uze se associou à empresa de serviços de crédito Omni e passou a desenvolver produtos próprios. Neste contexto, os cartões de loja (ou private label, como são chamados formalmente) se tornaram o “tiro certeiro” da fintech.

Isso porque a empresa passou a oferecer cartões de marca própria para lojas de varejo. Dessa forma, as pessoas que não tem conta em banco podem usar esses cartões para fazer as compras e controlar tudo digitalmente.

Já olhando pelo lado do varejista, essa é uma forma de fazer com que comerciantes locais consigam fidelizar os clientes, já que agora eles poderão parcelar as compras sem precisar utilizar um cartão de bancos tradicionais.

De olho na alta recorrência

Ao contrário de parte dos bancos digitais, como Nubank, Banco Inter e C6 Bank, por exemplo, a Uze direciona seus serviços ao varejo regional e, especialmente, às classes D, C e E.

Por conta disso, para reduzir o risco e aumentar o valor percebido dos serviços oferecidos, a fintech escolheu atuar nos setores de alta recorrência. Ou seja, aqueles comércios que as pessoas buscam com frequência, como supermercados, farmácias, magazines e postos de gasolina.

“O que define um bom projeto de private label é identificar parceiros com capacidade de gerar fluxo com recorrência. O supermercado é um caso muito interessante. Afinal, representa boa parte do gasto de uma família de classe baixa, então é um segmento muito importante nós”, explica André.

Comentário do Adm

A história da Uze traz alguns insights interessantes! A fintech surgiu de um setor já conhecido por seus executivos. Ou seja, que eles já dominavam. Porém, eles decidiram inovar dentro desse segmento que geralmente é deixado de lado por instituições tradicionais!

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